Segundo a delegada Sindical de Feira de Santana, diversas autoescolas na cidade estão descumprindo a atual Lei de Trânsito
O Sistema de Biometria Digital, implantado pelo DETRAN nas autoescolas da cidade, fiscaliza a frequência dos alunos nas aulas práticas e evita fraudes. Pois, uma formação de qualidade aos futuros motoristas é decisiva para um condutor consciente e eficaz.
“Nós fazemos fiscalizações periódicas nas autoescolas, implantamos o sistema de Biometria Digital, no qual o aluno tem que colher suas digitais, quando inicia a aula, no intervalo e no final. Isso é feito todos os dias e, se não for feito, a aula não é validada”, afirma Carlos Eduardo Guimarães, coordenador da CIRETRAN. LEIA MAIS...
Morgana Gonçalves - Repórter Folha do Estado
Para instrutores e proprietários de autoescolas, o
novo sistema dificulta possíveis fraudes. O instrutor Ismael Matos afirma que
com esse novo sistema fica impossível de os alunos forjarem as aulas. “Com esse
novo método de trabalho, é bem mais difícil o aluno chegar aqui e fingir que
assistiu à aula. Isso porque tem horário certo para iniciar as aulas e colocar
suas digitais”, disse o instrutor.
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FEIRA DE SANTANA: Autoridades alertam sobre cuidados na escolha de autoescolas
Postado por :- Jacobina News
O Sindicato das autoescolas dos municípios da Bahia
está atento e orienta para requisitos importantes que devem ser
analisados e ponderados antes da contratação do serviço, sendo um deles o preço
muito abaixo da média do mercado.
De acordo com a Delegada Regional do
Sindicato das autoescolas dos municípios da Bahia, Kelly Mota Teixeira, o
DETRAN determina que as escolas de trânsito cumpram todas as determinações que
já estão em vigor no Brasil desde janeiro de 2009, como 45 dias de aulas
teóricas e 20 práticas, além de aulas noturnas.
O DETRAN e o Sindicato
estão atentos sobre a estrutura desses Centros de Formação de Condutores, como
a quantidade de matriculados, informações sobre horários, prazo de validade do
processo, valores e formas de pagamentos e frequências.
Devido aos valores baixos, muitas autoescolas não
estão cumprindo as determinações da nova legislação, o que pode prejudicar os
futuros motoristas causando problemas na hora de tirarem suas habilitações. “O
sindicato pediu orientação ao SEBRAE para saber como determinar estes valores. Porque,
de acordo com o levantamento que fizemos, as autoescolas podem repassar para os
clientes o valor de R$ 1 mil e R$ 1,2 mil, mas chegamos a um acordo de que é
possível cobrar entre R$ 800 a R$ 1.000. Porém algumas estão cobrando R$ 500 e
R$ 600”, denuncia a delegada sindical.
A grande preocupação do Sindicato, é que com estas
ofertas de preços baixos, as escolas não garantam a mesma qualidade nos cursos de
forma séria e educativa. “Nossa preocupação também, é com os números de
acidentes automobilísticos e irregularidades no trânsito que podem acontecer,
já que, com esses valores os alunos não assistem às aulas e acabam por não
sentir o impacto e a realidade”, explica Kelly Mota. Uma média dos valores
cobrados nas autoescolas da cidade gira em volta de R$650,00 e R$850,00, nos
valores a vista e uma média de R$850,00, nos valores a prazo.
PREJUÍZO
Para José Menezes da Silva proprietário de uma das
quinze autoescolas da cidade, o prejuízo é para os alunos. “Quem não está
trabalhando certo chega a falir a empresa, as autoescolas que colocam preços
muito baixos acabam não conseguindo suprir com os requisitos necessários para o
funcionamento do centro de formação de condutores, causando prejuízo para os
clientes e para a população.”
O proprietário ressalta ainda que grandes rebaixas
de preços são inviáveis para a adequada prestação dos serviços oferecidos pelos
Centros de Formação de Condutores e para seguir as exigências dos órgãos
regulamentadores “È muito difícil se sustentar, porque a despesa com gasolina,
aluguel e salário de funcionários é muito grande, e apesar dos instrutores
merecerem mais remuneração, não temos como fazer isso, pois temos muitas
despesas e temos muitos concorrentes que colocam preços baixos que atraem os
alunos”, esclarece.
“A
auto-escola quando coloca um preço muito baixo, é comum ter dificuldade na
marcação de aulas, pois não tem vaga suficiente para todos, não se consegue
marcar o exame, e o laudo só tem o prazo de um ano, o que acaba não dando
certo, pois a quantidade de aluno aumenta e a empresa não consegue suprir a
todos”, afirma a aprendiz Verônica Oliveira.