Uma conta difícil de fechar. Enquanto de um lado as receitas do Estado cresceram num ritmo lento, entre 2008 e 2012, de outro as despesas aceleraram no mesmo período. O resultado não poderia ser pior para a saúde financeira do governo baiano, que foi obrigado a contrair empréstimos para obter combustível e equilibrar essa balança. Contudo, os empréstimos aumentaram a dívida do Estado e será necessário destinar mais dinheiro para administrá-la. A análise é resultado do perfil comparativo do orçamento do Estado da Bahia, entre 2008 e 2012, realizado pelo doutorando em sociologia econômica da Universidade Técnica de Lisboa e mestre em administração pela Ufba, Antonio Ribeiro, ex-secretário de Finanças de Salvador (gestão Lídice da Mata). O estudo faz parte da linha de pesquisa acadêmica que Ribeiro desenvolve há dez anos chamada “Acompanhamento e avaliação das Gestões Governamentais”. Obtido com exclusividade por A TARDE, o material mostra que a destinação dos recursos provoca distorções por não privilegiar áreas socialmente mais necessitadas que outras, na visão do pesquisador.
