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Pacientes sofrem com acesso ruim a grandes hospitais

04/06/2012 - Pelas ruas Padre Feijó, no Canela, e Saldanha Marinho, na Caixa D’Água, Valdelice dos Santos Silva, 55, e Valtermira Souza dos Santos, 85, enfrentam ladeiras acentuadas para chegar, respectivamente, ao Hospital Universitário Professor Edgard Santos (Hupes) e ao Hospital Ana Nery. Elas são vítimas de um erro histórico de urbanismo, porém agravado pela negligência do poder público em superá-lo ou minimizá-lo. Localizadas equivocadamente no meio de ladeiras íngremes, exigindo esforço de pessoas com a saúde debilitada, muitas delas idosas, as unidades de saúde estão distantes de pontos de ônibus. “Olha só como estou cansada. É horrível ter de andar tanto, descer e subir ladeira para pegar o transporte”, lamentava Valtermira, no último dia 30, após deixar o Hospital Ana Nery, onde realizou uma radiografia do crânio. “Ando esquecendo as coisas”, explicou, retomando o fôlego.
Algumas horas antes, Valdelice andava vagarosamente, de muletas, pela Rua Padre Feijó. Acabara de sair do Ambulatório Magalhães Neto, no Hupes, onde fez um exame de sangue e tentou, sem sucesso, realizar um ultrassom – suspenso na unidade. “Sinto dificuldade de locomoção. Tive uma doença que os médicos disseram ser uma variação do lúpus (moléstia rara provocada por desequilíbrio do sistema imunológico)”, contou. “Agora, vou ter de subir a ladeira para pegar o ônibus lá em cima (em frente à Reitoria da Universidade Federal da Bahia)”, reclamou.


Câmera grava oferta de propina em hospital público

19/03/2012 - Em uma reportagem especial feita por Eduardo Faustini e André Luiz Azevedo, o Fantástico mostra como funciona um esquema para fraudar licitações de saúde pública, feito entre empresas fornecedoras e funcionários públicos. Com o conhecimento do diretor e do vice-diretor do hospital pediátrico da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o repórter Eduardo Faustini fingiu ser o novo gestor de compras da instituição. Todos os outros funcionários acreditavam que ele era mesmo o responsável pelo setor de compras, onde pôde acompanhar livremente todas as negociações e contratações de serviços. “Todo comprador de hospital, a princípio, é visto como desonesto. Acaba que essa associação do fornecedor desonesto com o comprador desonesto acaba lesando os cofres públicos. E a gente quer mostrar que isso não é assim, em alguns hospitais não é assim que funciona”, disse Edmilson Migowski, diretor do hospital. Leia mais no G1.

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