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A Justiça do Rio Grande do Sul decidiu na tarde de quarta-feira (29) conceder liberdade provisória aos quatro presos por envolvimento no incêndio da boate Kiss, em Santa Maria. Os sócios da casa noturna, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, e os integrantes da banda Gurizada Fandagueira, o cantor Marcelo dos Santos e o produtor Luciano Bonilha Leão serão liberados. A tA Justiça do Rio Grande do Sul decidiu na tarde desta quarta-feira (29) conceder liberdade provisória aos quatro presos por envolvimento no incêndio da boate Kiss, em Santa Maria. Os sócios da casa noturna, Elissandro Spohr e Mauro Hoffmann, e os integrantes da banda Gurizada Fandagueira, o cantor Marcelo dos Santos e o produtor Luciano Bonilha Leão serão liberados. A tragédia matou 242.
O alvará de soltura será encaminhado para a Penitenciária Estadual de Santa Maria ainda na tarde desta quarta-feira. Os quatro detidos desde a tragédia devem ser soltos até o fim do dia. Revoltados, os familiares que vieram de Santa Maria para acompanhar a audiência em Porto Alegre começaram um protesto na Avenida Borges de Medeiros. "Não acredito mais na Justiça do Brasil", lamentou presidente Associação de Familiares de Vítimas e Sobreviventes da Tragédia de Santa Maria (AVTSM), Adherbal Alves Ferreira. A decisão foi tomada por unanimidade entre os desembargadores da 1ª Câmara Criminal do TJ do Rio Grande do Sul, por três votos a zero, por acreditarem que os quatro réus não representam riscos para o processo e para as vítimas. Os quatro investigados são acusados de homicídio doloso qualificado e 636 tentativas de homicídio no caso do incêndio do dia 27 de janeiro. (G1)
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A Polícia Civil indiciou 16 pessoas, dentre elas nove por homicídio doloso - em que a pessoa assume o risco por sua atitude, mesmo sabendo que a conduta pode resultar em morte - e três por homicídio culposo – quando não há intenção de matar - pelo incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria (RS). Segundo o inquérito 34 pessoas se envolveram no incêndio, que deixou 241 mortos, na madrugada de 27 de janeiro. Segundo informações divulgadas há pouco, em entrevista coletiva da Polícia Civil gaúcha, transmitida ao vivo pela internet, dez pessoas foram acusadas de improbidade administrativa. Nove dessas acusações serão encaminhadas à Justiça Militar e uma ao Tribunal de Justiça. (Agência Brasil)
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A Polícia Civil indiciou criminalmente 16 pessoas pela tragédia na boate Kiss, em Santa Maria, atingida por um incêndio no dia 27 de janeiro que vitimou 241 pessoas. Nove delas podem ser denunciadas pelos crimes de homicídio com dolo eventual qualificado, quando a pessoa assume o risco mesmo sem intenção. Leia a íntegra do relatório do inquérito. No total, 28 pessoas foram apontadas pelo inquérito policial como responsáveis pela tragédia. Entre elas, estão o prefeito da cidade, Cezar Schirmer, e o comandante do 4º Comando Regional de Bombeiros de Santa Maria, tenente-coronel Moisés Fuchs. Segundo a polícia, em ambos os casos há indícios de prática de homicídio culposo e eles poderão ser investigados pelo Tribunal de Justiça e Justiça Militar, respectivamente.
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Após a tragédia na boate Kiss, em Santa Maria (RS), que deixou mais de 240 mortos, vítimas de incêndio provocado por um sinalizado acesso dentro da casa noturna, o Legislativo avalia a criação de uma lei que impeça que mais vidas sejam perdidas por motivos semelhantes. A Câmara Federal analisa o Projeto de Lei 4949/13, do deputado Giovani Cherini (PDT-RS), que proíbe, em boates e casas de espetáculos, a utilização, o manuseio, a instalação, a montagem e a queima de fogos de artifício e de sinalizadores, assim como a realização de shows pirotécnicos. A proposta estabelece ainda outras regras para o funcionamento de boates e casas de shows. Segundo a Agência Câmara, o texto define que os estabelecimentos deverão dispor de luzes e sinais luminosos fosforescentes nas paredes, nos rodapés e no chão, indicativos das saídas de emergência, a fim de facilitar a localização das áreas de escape com maior agilidade. “O incêndio na boate Kiss nos obriga a apresentar e aprovar uma legislação específica em relação a ambientes de aglomeração, com intuito de dar proteção e segurança à população”, afirma o autor da matéria.
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A Polícia Civil encaminhou ao Ministério Público nesta quinta-feira (28) o pedido de prisão preventiva a quatro investigados no caso do incêndio da boate Kiss, no dia 27 de janeiro, em Santa Maria, que deixou 239 vítimas. Os sócios da casa noturna Elissandro Sphor, o Kiko, e Mauro Hoffmann, além do vocalista da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos, e o produtor do grupo musical, Luciano Augusto Bonilha Leão, estão presos temporariamente na penitenciária do município.O delegado Marcelo Arigony confirmou ao G1 que o pedido foi encaminhado. O objetivo é preservar integridade física dos investigados. "Estamos encaminhando a representação pela prisão preventiva dos que já estão presos. Se for decretada, teremos pelo menos mais 10 dias de prazo processual para concluir o inquérito", destacou."Este prazo talvez não seja suficiente para esclarecermos o fato com todas as suas nuances e circunstâncias, mas é bastante razoável. Talvez já tenhamos as perícias. Ao final deste prazo, vamos verificar e lançar mão, se for o caso, de um novo procedimento jurídico", completou o delegado.
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A Defensoria Pública do Rio Grande do Sul vai mover uma ação civil pública contra os donos da boate Kiss e possivelmente contra o município de Santa Maria e o Estado do Rio Grande do Sul nos próximos dias. O órgão pedirá indenizações para as famílias das vítimas da tragédia ocorrida no dia 27 de janeiro que matou mais de 230 pessoas. Os empresários responderiam pelo dano direto aos frequentadores da casa noturna enquanto que o poder público responderia por falhas na emissão de alvarás e fiscalização do local, que também teriam contribuído para o desastre. A equipe que trabalha na elaboração da petição inicial deve divulgar os detalhes da ação no dia em que encaminhar o caso à Justiça. O defensor público-geral do Estado, Nilton Arnecke Maria, diz que, em tese, pode-se discutir o dano moral, pela perda, o dano material, quando a vítima sustentava a família, e o dano coletivo, decorrente da comoção provocada pela tragédia. Nos dois primeiros, a indenização iria para pessoas prejudicadas. No terceiro, para a sociedade. Nesse caso, poderia ser para um fundo de defesa do consumidor ou bolsas de estudo. A Justiça bloqueou os bens de um dos sócios da Kiss na semana seguinte ao incêndio. Se os órgãos públicos forem condenados, o pagamento sairá do orçamento. (Estadão)
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Quase um mês após a tragédia do incêndio na Boate Kiss, em Santa Maria (RS), 26 pacientes ainda permanecem internados, dos quais quatro em estado grave. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou hoje (22), no município gaúcho, as medidas da terceira fase de apoio às vítimas do incêndio, que aconteceu no dia 27 de janeiro.
Segundo Padilha, as prioridades da pasta são o atendimento a pacientes que foram internados e tiveram comprometimento pulmonar e/ou queimaduras; o acompanhamento das pessoas que estiveram na boate na hora do incêndio ou logo depois e inalaram fumaça tóxica; e também o apoio psicológico aos parentes das vítimas e aos profissionais envolvidos no atendimento.
As medidas fazem parte de um termo de compromisso que envolve o Ministério da Saúde, a Secretaria Estadual da Saúde do Rio Grande do Sul, as secretarias municipais de Saúde de Santa Maria e de Porto Alegre e a Universidade Federal de Santa Maria/Hospital Universitário de Santa Maria. O documento organiza o trabalho de acompanhamento clínico e psicossocial dos atingidos.
Segundo o Ministério da Saúde, em março será aberto um espaço no site da pasta para o cadastramento das pessoas que estiveram na boate no dia do incêndio, para que o sistema de saúde possa fazer o acompanhamento clínico das pessoas que estiveram expostas ao incêndio, que matou 239 pessoas.
O ministério anunciou também que vai apoiar a associação criada por parentes e amigos das vítimas e que vai manter em funcionamento por pelo menos mais seis meses o serviço de acolhimento 24 horas no Centro de Atenção Psicossocial (Caps) de Santa Maria.
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O desembargador Manuel José Martinez Lucas, da 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, negou os pedidos de liminares de habeas corpus feitos pelos advogados de Mauro Hoffmann, um dos proprietários da boate Kiss, e de Marcelo de Jesus dos Santos, vocalista da banda Gurizada Fandangueira, em decisões tomadas nos dias 7 e 13 de fevereiro e tornadas públicas na quinta-feira. Conforme nota divulgada pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul, o magistrado entende que ainda são nebulosas as circunstâncias da tragédia, sobretudo as causas precisas do incêndio que destruiu o revestimento da boate e a responsabilidade dos envolvidos. Ressaltou, no despacho, que a concessão de liminar em habeas corpus é admitida quando a ilegalidade de prisão é evidente, o que não considera que seja o caso. Além de Hoffmann e Santos estão presos temporariamente outro sócio da Kiss, Elissandro Spohr, e o produtor musical do conjunto Luciano Bonilha Leitão. O incêndio, ocorrido no dia 27 de janeiro na casa noturna de Santa Maria, matou 239 pessoas. (Estadão)
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A administração de Brasília sugeriu ao governo do Distrito Federal (GDF) que crie mecanismos legais com o objetivo de abrir novo prazo para os empreendimentos se adequarem às exigências de funcionamento. A proposta beneficiará principalmente bares, restaurantes e boates que não conseguiram se adequar à Lei 4.457 de 2009, que desde 2009, fixava o dia 31 de dezembro de 2012 como data limite para se adequarem às novas regras. A sugestão foi apresentada ontem (7) à Secretaria de Governo. “Propusemos, de início, a criação de um projeto de lei que, tendo por base elementos do ponto de vista da administração [regional] de Brasília, daria prazo de 120 dias para as empresas regularizarem tudo. A secretaria vai agora consultar outras administrações e, também, entidades representativas [dos empreendimentos]. Após examinar os dados, tomará a decisão”, disse à Agência Brasil o administrador de Brasília, Messias de Souza. Souza diz que a administração tem cumprido fielmente o prazo de cinco dias, definido por lei, para dar o alvará às empresas que demonstrem, por meio de documentação, estar regularizadas. “Temos todo o interesse em liberar o funcionamento, desde que a documentação seja corretamente apresentada. Nossa preocupação é ajudar as empresas porque, além de gerar empregos, elas são importantes para a economia local”. O administrador informou que, entre as pendências mais comuns, estão problemas de adequação à ordem urbanística, regularização fundiária e documentos de identificação e da pessoa jurídica.
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Chegaram a Santa Maria pouco depois das 15h deste sábado (2) os medicamentos vindos dos Estados Unidos para auxiliar no tratamento dos feridos no incêndio da boate Kiss. O fogo na danceteria no último domingo (27) matou 236 pessoas. O material será distribuído entre os hospitais de Porto Alegre e Santa Maria.
São 140 kits do medicamento hidroxicobalamina (vitamina B12 injetável), indicado para o tratamento de intoxicação por gás. A expectativa do Ministério da Saúde é a de que as doses, chamadas de "antídotos", anulem os possíveis efeitos tóxicos do cianeto no organismo. Um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) pousou na base aérea de Santa Maria por volta das 15h15. São 76 doses que serão levadas para Porto Alegre e 64 para Santa Maria, onde serão distribuídos aos hospitais em que há sobreviventes internados. Chamado de “antídoto de gás tóxico”, a hidroxicobalamina ainda não está aprovada no Brasil, que possui apenas uma versão similar, porém menos concentrada. Os medicamentos foram doados pelos Estados Unidos. A decisão pelo seu uso será feita pelos profissionais de saúde que acompanham os pacientes internados, com base nos sintomas e no histórico de cada paciente.
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Nesta semana, a companhia de efeitos especiais Strictly FX vai se encontrar com o departamento de bombeiros em Nova Orleans, onde apresentarão licenças, formulários de segurança e informações de produtos, entre outros documentos. É parte do protocolo para grandes empresas de produtos de pirotecnia – a Strictly FX será responsável pelos efeitos especiais da apresentação de Beyoncé com o Destiny’s Child no intervalo do Super Bowl.
Na maioria das grandes casas de show nos Estados Unidos, esse processo se tornou rotina. Diversas empresas que cuidam de efeitos de grandes turnês desenvolveram relacionamentos próximos com autoridades locais e promoters nos últimos anos, e eles sabem que tipo de artefatos são seguros para quais locais e as especificações do que é ou não permitido em cada cidade. Mas depois do acidente na boate Kiss, em Santa Maria, Rio Grande do Sul, na madrugada do último domingo, 27, que resultou em 235 mortos e inúmeros feridos, técnicos em efeitos especiais estão passando por fiscalização minuciosa. Como o fogo em uma casa noturna em Rhode Island, em 2003, quando 100 pessoas morreram em um show da banda Great White, acidentes causados pelo uso não-autorizado de fogos e pirotecnia coloca um fardo nos profissionais da indústria, segundo os próprios.
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Subiu para 235 o número de mortos no incêndio da boate Kiss, durante uma festa universitária em Santa Maria, no Rio Grande do Sul. Gustavo Marques Gonçalves, de 21 anos, teve morte encefálica confirmada na noite desta terça-feira (29) pela Secretaria Estadual de Saúde. De acordo com dados da pasta, ainda há 117 feridos da tragédia ocorrida na madrugada deste domingo (27). Os pacientes são atendidos em hospitais gaúchos. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, em entrevista coletiva no Hospital de Caridade, em Santa Maria, nesta terça-feira (29), há 64 internados em Santa Maria e 53 em Porto Alegre e na Região Metropolitana. Entre os pacientes na cidade onde ocorreu a tragédia, 27 estão em ventilação mecânica. Dos enfermos na capital, apenas três deixaram de respirar por aparelhos. "Estamos confiantes de que outras pessoas possam ter uma evolução no estado de saúde", disse Padilha. Ainda conforme o ministro, há 30 leitos de retaguarda de Unidade Terapia Intensiva (UTI) disponíveis em Santa Maria, que serão utilizados, caso necessário, pelas vítimas do incêndio.
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Os parentes dos mortos e dos feridos no incêndio da Boate Kiss, que deixou ao menos 231 mortos em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, podem esperar mais de dez anos para receber indenização dos responsáveis pela tragédia. Segundo o professor de direito civil da Universidade de Brasília, Frederico Viegas, este tipo de processo é complexo e só deve ser concluído quando chegar ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), última instância a qual os envolvidos podem recorrer. “Fatalmente vai terminar no STJ porque as pessoas vão recorrer [das decisões judiciais]. É um caso extremamente complexo que envolve muitos responsáveis”, explicou. O professor acredita que até a solução dos processos, os responsáveis podem tentar fazer acordos com os parentes das vítimas. Em casos recentes no Brasil, como as grandes tragédias aéreas, as famílias ainda negociam na Justiça a responsabilidade pelas mortes, o valor e a forma de pagamento das indenizações. Para Frederico Viegas, o ideal é que os parentes das vítimas da Boate Kiss se unam em associações como as que foram formadas no caso dos acidentes envolvendo as empresas TAM e Gol. “Buscar uma ação conjunta é mais efetivo nestes casos. Além disto, os custos são menores, compartilhados, e basicamente é o mesmo perfil, o de perda de vidas de estudantes”, explicou. O advogado acredita que a responsabilidade sobre o incêndio será atribuída a todos os atores. A Justiça vai definir como cada um responderá pelas perdas provocadas pelo fogo. “Todos terão uma parcela de responsabilização, mas os proprietários da boate e a banda serão os principais [acusados]”, avaliou. Um dos integrantes da banda teria disparado o efeito pirotécnico que provocou o incêndio.
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A diretora-técnica da Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde (Fepps) do Rio Grande do Sul, Silvia Spalding, agradeceu a solidariedade da população que ajudou as vítimas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS) e informou que o Hemorgs, em Porto Alegre, tem filas para doação de sangue. ”Peço que as pessoas não venham mais doar sangue hoje. Até sexta-feira (1º) estamos com a agenda lotada”. Silvia afirmou que os candidatos que não puderam doar sangue poderão fazê-lo na próxima semana. Outras doações na capital devem ser agendadas ao longo da semana pelo telefone (51) 3336 – 6755, informa o governo do Estado. (Estadão)
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As boates Groove Bar e San Sebastian, localizadas em Salvador, divulgaram notas à imprensa na tarde desta segunda-feira (28) lamentando o trágico incêndio na Boate Kiss, na cidade gaúcha Santa Maria, e informando sobre o cumprimento das normas de segurança dos estabelecimentos, entrando nesta discussão. Os comunicados também são uma resposta à determinação do prefeito ACM Neto da realização de uma vistoria rigorosa em todas as casas de espetáculo de Salvador para verificar se elas seguem as normas de segurança exigidas pela legislação. Em nota oficial, o Grupo San Sebastian reiterou o compromisso de promover o entretenimento com total segurança aos clientes e visitantes, respeitando as normas impostas pelo poder público. O grupo informou que mantém vigília permanente dos equipamentos de segurança e busca ampliar, além das obrigações legais, todas as ações que têm o objetivo de garantir a total segurança dos frequentadores. A San Sebastian também se colocou à disposição para uma discussão junto aos órgãos reguladores estaduais ou municipais, assim como a empresários do setor de entretenimento, com a finalidade de sugerir propostas que possam ajudar a impedir que aconteçam outras tragédias como a de Santa Maria. O Groove Bar, empreendimento com capacidade máxima de 400 pessoas, afirmou em um comunicado que um programa de prevenção de incêndios foi projetado durante a vistoria e inspeção prévias para lançamento da casa, em 2008, com direcionamentos do Corpo de Bombeiros/Polícia Militar da Bahia. Além de informar o cumprimento de diversas normas de segurança, a boate disse que a sinalização de saídas de emergência e rotas de fuga está passando por melhorias para indicar todas as mudanças de direção e saídas de forma mais clara e mais efetiva. (iBahia)
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Mauro Londero Hoffmann, um dos sócios da boate Kiss e único dos quatro suspeitos pelo incêndio na casa noturna que estava desaparecido, compareceu nesta segunda-feira, 28, à Delegacia Regional de Santa Maria. Ele está entre os investigados pela polícia como responsáveis pela tragédia que matou 231 pessoas na madrugada de domingo, 27. O delegado titular da 3ª DPR de Santa Maria, Marcelo Arigony, afirmou que um dos sócios da boate Kiss, Elissandro Stohr, e dois integrantes da banda Gurizada Fandangueira, Marcelo de Jesus dos Santos (vocalista) e Luciano Bonilha (carregador de instrumentos) foram detidos na manhã desta segunda-feira,28. Bonilha teria soltado o efeito pirotécnico conhecido como Sputnik. Os três detidos estavam fora de Santa Maria por medo de linchamento. Dois foram presos na cidade de Mata, a pouco mais de 80 quilômetros de Santa Maria. O terceiro preso estava em Cruz Alta, a 132 quilômetros da cidade onde ocorreu o incêndio. Arigony afirmou que a prisão temporária das três pessoas é de caráter cautelar e serve para contribuir para a apuração dos fatos. "Se elas forem as responsáveis, elas serão punidas. Esses presos são presos para a investigação". Entenda. O incêndio com mais mortes nos últimos 50 anos no Brasil causou comoção nacional e grande repercussão internacional. Em poucos minutos, mais de 230 pessoas - na maioria jovens - morreram na boate Kiss de Santa Maria - cidade universitária de 261 mil habitantes na região central do Rio Grande do Sul. Outras 127 ficaram feridas.
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Os amigos da protética Michele Cardoso testemunharam o pedido de socorro da jovem pelo Facebook durante o incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, que provocou a morte de 233 pessoas na madrugada deste domingo (27). Por volta das 3h20, Michele postou uma mensagem na rede social pedindo socorro: "Incêndio na KISS socorro". Com o avançar do tempo após a postagem, amigos da jovem ficaram desesperados com a ausência de notícias. Um amigo ainda contou ter ouvido a chegada do Corpo de Bombeiros na rua das Andradas, local onde fica a boate Kiss.
"Tu ta bem, Michelle Cardoso, um amigo acabou de me ligar dizendo que tá no hospital ajudando os feridos (sic)", escreveu Glaucia Pires, amiga de Michelle. Glaucia ainda pede que liguem para Michele para tentar ter certeza de que a jovem estava bem. "Miiiicheleee,ta bem?da notícias por faavor!", escreveu Laady Soares Rosa. A última postagem na mensagem foi feita às 10h da manhã, quando um amigo volta a perguntar por Michelle. " Está tudo bem com vc e a Fê? quanndo puder mande notícias...(sic)", escreveu Luigi Caldana. Michele estava acompanhada pela irmã Clarissa Lima Teixeira e pelo namorado, o estudante de agronomia João Paulo Pozzobon.

Os três morreram no incêndio. Após a confirmação da tragédia, o pedido de socorro da jovem foi compartilhado por mais de 4 mil pessoas. Alguns criticaram o fato da jovem ter usado o celular para pedir socorro. Também pelo Facebook, a mãe das jovens desabafou sobre a perda: "A tristeza nunca mais vai me deixar, se foram minhas queridas, minha vida Michele Cardoso e Clarissa Lima Teixeira, o mundo hoje chora (sic)", escreveu. Correio
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anda Gurizada Fandangueira, que tocava na hora do incêndio em Santa Maria, teve um integrante entre os mortos: o sanfoneiro Danilo Jaques, que aparece acima de camisa azul e blazer preto (Foto: Arquivo pessoal)
A banda Gurizada Fandangueira, que tocava na boate Kiss em Santa Maria (RS) na hora do incêndio onde pelo menos 232 pessoas morreram e outras 131 se feriram na madrugada deste domingo (27), teve um de seus seis integrantes mortos: o sanfoneiro (gaiteiro) Danilo Jaques, o mais jovem do grupo. O baterista Eliel de Lima, de 31 anos, contou ao G1 que, antes de deixar o local, desatou a sanfona das costas do amigo. Eliel diz que foi o último músico a deixar o palco. Nessa hora, Danilo estava parado ao lado da porta do banheiro, ainda preso à sanfona. Foi quando o baterista ajudou o colega a se livrar do instrumento.
Na imagem abaixo, postada no Facebook da banda, de acordo com Eliel aparecem (da esquerda para a direita) ele, o sanfoneiro Danilo, o percussionista Márcio André Santos, o baixista Giovani Kegler (mais ao fundo), o vocalista Marcelo de Jesus dos Santos e o ex-integrante Will Machado – todos na faixa dos 30 anos. O atual guitarrista, Rodrigo Martins, não aparece na foto porque entrou depois. Também faz parte do grupo Venancio Anschau, responsável por controlar a mesa de som. "Àquela altura, o pessoal já estava correndo, a fumaça levantando, aí não o vi mais, estava tudo escuro, era uma fumaceira", lembra. Depois disso, Eliel saiu correndo em direção à saída e ficou esperando em um estacionamento em frente pelos outros cinco companheiros da banda. Aos poucos, os músicos se encontraram, mas Danilo não voltou.
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A presidente Dilma Rousseff chegou a Santa Maria (RS) no início da tarde deste domingo (27), e esteve no Hospital de Caridade, um dos locais que têm recebido os feridos no incêndio da boate Kiss, que matou 232 pessoas e deixou 116 feridos nesta madrugada. De acordo com informações do hospital, Dilma permaneceu no local durante cerca de 15 minutos, reunida com o governador do Estado, Tarso Genro, e com o ministro da Saúde, Alexandre Padilha. No encontro, os líderes discutiram a possibilidade de remoção dos pacientes mais graves para outras unidades hospitalares da região. Antes de seguir para o Centro Desportivo Municipal (CDM), onde equipes de saúde ajudam a realizar a primeira identificação, Dilma fez mais uma visita às vítimas internadas no hospital. Dilma, que estava em missão oficial no Chile, voltou às pressas para o Brasil para prestar solidariedade às vítimas e famílias. Com informações da Agência Estado.
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Os sobreviventes da tragédia que deixou mais de 230 mortos e 90 feridos após o incêndio em uma casa noturna, em Santa Maria, no interior do Rio Grande do Sul - e ficaram por muito tempo expostos à fumaça, poderão desenvolver um quadro de pneumonite química, ou seja, uma inflamação pulmonar que pode provocar insuficiência respiratória. O pneumologista Adalberto Rubim, da Santa Casa de Porto Alegre, explica que a longa exposição à fumaça química danifica os tecidos pulmonares e pode deixar sequelas, impedindo os pulmões de funcionar de maneira adequada. "Nesses casos, o paciente tem dificuldade para oxigenar o sangue", diz o médico. Segundo ele, quando uma pessoa é intoxicada por fumaça, as primeiras providências são afastá-las do local e dar a elas oxigênio puro.
"A fumaça provoca um dano agudo e obstrui a respiração. Os danos começam a ser provocados imediatamente e o paciente pode ter de conviver com isso para o resto da vida". O médico afirma que quanto menor for o tempo de exposição à fumaça, maiores são as chances de recuperação dos tecidos. "Em casos mais graves, com antiinflamatórios - como cortisona. Também é possível progressos com alguns tratamentos de longo prazo, como fisioterapia. Segundo o pneumologista, outro fator que deve ser considerado é o tipo de elemento químico inalado, a reação do organismo da vítima e a extensão da exposição. "Cada caso é um caso", diz ele.
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