Mais
de 500 mil brasileiros residentes no exterior se inscreveram para votar
na eleição presidencial deste ano, segundo informações do Tribunal
Superior Eleitoral (TSE). O número 500.728 é 41,4% maior do que o
registrado na eleição presidencial de 2014, quando 354.184 eleitores se
cadastraram para exercer o direito ao voto mesmo morando fora do país.
As informações são da Agência Brasil.
A autorização para os
brasileiros residentes no exterior votarem para presidente da República
foi incluída na Constituição de 1988. Desde a eleição de 1989, o número
vem crescendo. Naquele ano, foram 18.500 eleitores. Em 2010, o total
chegou a 200.392 brasileiros cadastrados para votar no exterior. O
número final de 2018 ainda pode mudar, pois a Justiça Eleitoral está
analisando a situação dos inscritos.
As seções de votação são
instaladas nas repartições consulares brasileiras em mais de 200
cidades. Há outras 33 seções em localidades nas quais não há
representação permanente, como Florença e Veneza (Itália), Colônia e
Hamburgo (Alemanha), Orlando, Salt Lake City e Frammingham (Estados
Unidos), Winnipeg (Canadá), Vale do Bekaa (Líbano) e Suzuka (Japão).
Há
três anos, o Ministério das Relações Exteriores e a Justiça Eleitoral
vêm trabalhando em parceria para incentivar o alistamento de brasileiros
que vivem no exterior, bem como para facilitar o exercício do voto dos
emigrantes. Nesse sentido foi criado o ‘título net exterior‘,
instrumento que permite a inscrição e a transferência eleitorais em
tempo real.
A adoção do E-título também deverá facilitar a votação de
quem vive fora. Até este ano, o título era impresso no Brasil e
transportado por mala diplomática. Agora pode ser baixado online e
impresso pelo eleitor.

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