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Escolas utilizam exemplo de Malala para conscientizar jovens

Enquanto no ano passado escolas particulares paquistanesas foram proibidas de comprar o livro Eu sou Malala, de Malala Yousafzai, menina símbolo da luta pelo direito das mulheres paquistanesas à educação e da luta contra o terrorismo, por ordem da Federação de Escolas Particulares do Paquistão, no Brasil, o livro é utilizado como forma de conscientização do papel do jovem nas mudanças da educação. Malala, que atualmente tem 17 anos, foi anunciada hoje como vencedora do Prêmio Nobel da Paz de 2014 e se torna a vencedora mais jovem do prêmio. Sua história serve de inspiração para jovens do mundo inteiro, inclusive no Brasil. No colégio Santo Ivo, de São Paulo, o livro de Malala foi utilizado em no projeto Impressões Humanas, que neste ano tem como tema a cultura de paz. O alunos tiveram de ler o livro e debater sobre a história e luta da paquistanesa, que vê na educação a chave para combater o terrorismo. A menina ficou mundialmente conhecida após publicar em um blog da BBC sua experiência com a repressão sofrida por mulheres no Paquistão, por conta do regime do Taliban (as meninas são proibidas de frequentar a escola, por exemplo), que controla a região em que ela morava, o Vale de Swat. Em 2012, sofreu um atentando pelas denúncias que fazia, levando um tiro na cabeça no ônibus em que ia para a escola, mas sobreviveu e se mudou para a Inglaterra. De lá, continuou sua luta pelo direito das mulheres à educação. Aluna do Colégio Santo Ivo, Milena Gomes Lopes, 16 anos, que leu o livro para o projeto da escola, vê em Malala uma inspiração, principalmente pela proximidade de idade. “É um exemplo para todos, mas principalmente para os adolescentes, porque ela é muito jovem e normalmente as pessoas que realizam grandes mudanças no mundo são mais velhas e experientes. Ela fazer tudo isso nos traz uma esperança para o futuro. Não imaginava que alguém tão jovem pudesse realizar mudanças assim. É fascinante a história dela”, conta.

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