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Leilão para frear preço da energia não resolve crise

O leilão de energia A-0, que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) realiza às na última quarta-feira(30), em São Paulo, não deve colocar fim a todos os problemas das distribuidoras de energia do país, e o preço da eletricidade deve continuar elevado, diante do baixo nível de água das represas de hidrelétricas. Segundo o próprio Ministério de Minas e Energia, o leilão pode reduzir pela metade o problema da chamada "descontratação" das distribuidoras, mas não extingui-lo. Sem os contratos, as empresas precisam recorrer ao mercado livre (também chamado de mercado de curto prazo ou mercado à vista) para garantir o abastecimento, o que acarreta custos maiores repassados ao consumidor. No último leilão feito pela Aneel, no segundo semestre do ano passado, muitas distribuidoras ficaram sem contratos de energia com as geradoras devido ao baixo preço fixado pelo governo (de 100 reais o megawatt/hora - MWH). Como o preço médio no mercado livre estava mais alto, muitas geradoras desistiram de participar do leilão para vender a um preço mais atrativo no curto prazo. A "descontratação" fez com que muitas distribuidoras tivessem de apelar para o mercado livre para suprir a demanda dos consumidores de alta e baixa tensão (residências e empresas). Mas, com a severa estiagem, os preços neste mercado explodiram para acima de 800 reais o megawatt. Com isso, as elétricas se viram obrigadas a desembolsar quantias bilionárias para garantir o fornecimento de energia, e agora terão de ser recompensadas pelo governo.

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