As vésperas de completar seis meses, o novo Vídeo Show está mais desgastado do que nunca. O formato programa de auditório não agradou o telespectador. Aos poucos a atração retomou as matérias externas. Zeca Camargo virou coadjuvante dentro do próprio programa. Às vezes aparece menos tempo no ar do que os repórteres. Qualidade não se mede por tempo de exposição, obviamente. Mas, neste caso, é sintomático. Zeca sempre foi um apresentador descontraído. Mas no Vídeo Show errou a dose ao falar alto demais, gesticular descontroladamente, paparicar em excesso os artistas convidados. Na intenção de agradar, acabou rejeitado - e se tornou o alvo preferido daqueles que sempre torcem contra e adoram ironizar o insucesso alheio. Após 18 anos no Fantástico, nos quais produziu matérias relevantes para o entretenimento da Globo, o apresentador não merecia ser "fritado" diante das câmeras, como acontece nesta fase transitória do Vídeo Show. Zeca tem feito de tudo para recuperar o público perdido. Até torta na cara ele levou durante uma brincadeira. Recorrer ao pastelão não pode ser interpretado de outra maneira que não seja o desespero por audiência.
