Procurar Notícia


Estresse e Sedentarismo

Relacionar o binômio estresse e coração tem sido o objetivo de muitos estudos nos últimos anos. Especulações à parte, um novo rumo parece se delinear no que diz respeito ao estresse como um dos fatores propulsores de maior risco cardíaco.Uma das mais recentes descobertas diz respeito à maneira como o nível de uma proteína do sangue associada ao estresse pode permitir identificar, entre pessoas com artérias obstruídas, quais as que correm maior risco de crise cardíaca.
O estudo, publicado nos Estados Unidos, foi realizado por cientistas dinamarqueses e revela que, além do colesterol e da proteína C reativa (uma medida de inflamação do sistema cardiovascular), uma nova substância, o BNP (B-type natriuretic peptide ou peptídeo natriurético tipo B), aparece no sangue quando o coração está sob estresse. 
Nesse estudo, que examinou pessoas com estado de saúde estável, mas com artérias obstruídas em diferentes graus, os cientistas constataram que pessoas com níveis mais elevados de BNP apresentaram duas vezes e meia mais riscos de morte de qualquer causa do que as que têm níveis mais baixos dessa proteína.
Trata-se de um avanço já que, através da medição da proteína BNP, os médicos poderão, inclusive, definir se o paciente terá necessidade de ser submetido a uma angioplastia para reconstruir ou reparar um vaso sangüíneo e lhe corrigir o calibre.
O que é o estresse - A palavra estresse é definida pelo Dicionário Aurélio como "o conjunto de reações do organismo às reações de ordem física, psíquica ou infecciosa, capazes de perturbar a homeostasia, ou seja, o estado de equilíbrio do nosso organismo". Esse equilíbrio é importante para manter o bom funcionamento orgânico. CONTINUAR LENDO...
A ocorrência de algum evento importante, seja ele bom ou mau, provoca reações de adaptação do nosso corpo que exigem um certo esforço. Processadas dentro do cérebro, essas reações desencadeadas pelo estresse aumentam a produção de adrenalina e corticóides que podem desgastar o organismo, afetando o sistema imunológico e contribuindo, dessa forma, para o envelhecimento precoce.
Os novos estudos demonstram que cada vez estamos mais perto de explicações científicas detalhadas que podem mapear o risco cardíaco provocado pelas situações de estresse. Entretanto algumas perguntas permanecem sem resposta. Ainda não se sabe ao certo porque algumas pessoas não desligam a "reação ao estresse", continuando a produzir hormônios mesmo terminado o motivo que o desencadeou. Também é ignorado o motivo de certas pessoas não produzirem os hormônios do estresse quando necessário.
Sedentarismo
Atualmente considerado uma das principais causas de doenças cardíacas, o sedentarismo pode ser combatido através da prática regular de exercícios. As pessoas sedentárias têm maior tendência à obesidade e ao desenvolvimento de hipertensão arterial, que são fatores que predispõem o aparecimento de doenças cardiovasculares.
As pesquisas sugerem que o exercício moderado e regular é a melhor maneira de se opor aos efeitos prejudiciais do estresse. As pessoas que regularmente praticam exercícios físicos percebem a maior tolerância a situações de estresse e não têm necessidade de comer muito ou ingerir altas doses de álcool quando precisam se acalmar.
Controlar o estresse não implica transformações radicais como sair da cidade para o campo, abandonar o emprego, se aposentar, deixar o automóvel ou mudar de profissão. A simples prática de exercícios físicos aliada ao aumento do seu círculo de relações e à participação em atividades sociais já representam um grande diferencial na redução dos riscos cardíacos.

©Site fundado: 09/10/2008 - Por: *Valter Egí - Todos direitos reservados à Jacobina News*