Para efetuar o cancelamento, estarei transferindo para outro setor, senhor”. “Por medida de segurança, preciso saber o número da linha, o nome completo e o CPF do titular da linha, senhora”. Após ouvir várias vezes frases como essas e repetir os dados sem parar, a ligação cai. Você se identificou? Não é para menos. Histórias como essas ocorrem diariamente e já fazem parte do cotidiano de todo brasileiro que precisa de atendimento em uma empresa de telefonia fixa e móvel, internet ou TV a cabo, como é o caso da advogada Larissa Muhana, de 28 anos. Ontem mesmo ela viveu uma verdadeira saga em busca de um atendimento em uma empresa de telefonia. “Resultado: não resolvi nada, acabei com a bateria do meu celular, perdi uma hora e 23 minutos do meu dia e uns cinco anos de vida com a raiva que tomei. Simples assim!”, ironizou. A partir de julho próximo, novas regras, publicadas ontem pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) no Diário Oficial da União, prometem fechar o cerco contra empresas que prestam serviços desse tipo, para dar um final feliz a histórias como as de Larissa.
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