Os brasileiros gastaram mais de R$ 23 bilhões no exterior em 2013. Entretanto, com o aumento do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) é preciso cuidado na hora de fazer os pagamentos nas viagens internacionais. O IOF aumentou de 0,38% para 6,38% para o uso de cartões pré-pagos, cartões de débito no exterior e compras com cheque de viagem. O imposto ficou igual ao que já era aplicado para os cartões de crédito. Agora, quem compra R$ 1 mil lá fora paga R$ 63 de imposto. O IOF só continua 0,38% para a compra de moeda estrangeira no mercado de câmbio no Brasil. Quem pensa em viajar para o exterior com dinheiro em espécie precisa saber que valores acima de R$ 10 mil ou o equivalente em outra moeda devem ser declarados à Receita Federal. Primeiro, é preciso preencher a “Declaração Eletrônica de Bens do Viajante”, no site da Receita Federal, que gera um número e um código de barras. A declaração deve ser registrada na Alfândega no momento do embarque, junto com o dinheiro e recibo da casa de câmbio, no caso de moeda estrangeira. Quem não fizer isso pode ser punido. "Além das sanções penais previstas na legislação, a gente reterá o valor que exceder a R$ 10 mil e estudará o caso e posteriormente ela poderá ser representada penalmente pelo Ministério Público”, explica o inspetor da Receita Federal Carlos Wilson Albuquerque. Segundo o economista Célio Fernando, viajar com dinheiro em espécie é mais econômico, mas oferece riscos. Por isso, para quem não abre mão do cartão, ainda é mais vantajoso pagar em débito do que em crédito. "Na hora que você faz esse cartão pré-pago, também está congelando ali o preço que você vai pagar pelo dólar ou pelo euro. Se você pagar com cartão de crédito, você vai pegar o dólar ou euro, que pode estar mais elevado", alerta.
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