Segunda maior central do País, a Força Sindical sofreu nesta semana uma defecção que terá influência direta nos apoios das entidades de classe aos candidatos à Presidência da República no ano que vem. O tesoureiro da Força, Luiz Motta, que também preside a Federação dos Comerciários de São Paulo, vai deixar a central rumo à União Geral dos Trabalhadores, a UGT, ligada ao PSD, partido que já anunciou apoio à reeleição de Dilma Rousseff. Com isso, a Força deve aderir, sem maiores resistências internas, ao projeto presidencial do senador mineiro Aécio Neves (PSDB). Motta levará todos os 68 sindicatos da categoria em São Paulo para a UGT, o que engordará os cofres da entidade em cerca de R$ 4 milhões - dinheiro que a Força deixará de receber por não mais representar essa categoria. Além do deputado federal e presidente do Solidariedade, Paulinho (SDD-SP), que já faz campanha para Aécio, a Força conta também com dois vice-presidentes filiados ao PSDB - Melchíades Araújo, da área de alimentação, e Antônio Ramalho, do ramo da construção civil. Por outro lado, a UGT, que tem no presidente Ricardo Patah (PSD) um nome forte pró-Dilma, fica ainda mais próxima do governo federal e amplia o apoio do movimento sindical em favor da reeleição da presidente Dilma Rousseff. (Agência Estado)
