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Empresas pré-operacionais sentem impacto do 'efeito Eike'

O colapso na bolsa de valores dos negócios do grupo EBX, do Eike Batista, tiveram impacto negativo sobre o financiamento de companhias pré-operacionais, categoria na qual se enquadram as empresas X. Depois da perda de valor de mais de 90% das ações da petroleira OGX e também da HRT devido à expectativas frustradas com relação aos projetos das empresas, muitos investidores, na visão de analistas, se retraíram para investir em companhias com estas características. Um cenário econômico com mais incertezas não colabora com este apetite. A mineradora pré-operacional Manabi já havia pedido em agosto do ano passado o cancelamento de sua primeira oferta de ações no Brasil e no Canadá devido às incertezas econômicas. A dificuldade não é registrada apenas com projetos maiores, na área de energia e petróleo. Alexandre Azambuja, da gestora de investimentos Templars Trust, que pretendia colocar diversas empresas pré-operacionais na bolsa, com menor porte e de setores como tecnologia, mudou seus planos. "Já preferi vender ativos de três companhias e ficar com uma parte menor do negócio. No modelo convencional, perco a alta que as ações poderiam proporcionar".

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