A “limpa” feita pela companhia aérea Gol não renderá lucratividade. Os responsáveis pelo mau desempenho foram a queda de real de 7% em maio, a pior entre as dezesseis moedas mais negociadas do mundo contra o dólar, e a queda de 39% das ações da empresa desde abril, que é superior à de qualquer uma das trinta e uma companhias de aviação do índice Bloomberg World Airline. As economias feitas com cortes de voos e funcionários, dessa forma, foram anuladas e a Gol divulgou prejuízo em sete dos oito últimos trimestres, além de analistas consultados pela Bloomberg projetarem um terceiro prejuízo anual consecutivo este ano. “A GOL tem reduzido capacidade no mercado doméstico e tem tomado difíceis decisões de corte de custos. No entanto, a empresa precisa de um cenário mais favorável. Especificamente, um real mais fraco aumenta suas despesas e suas dívidas em dólar. A gestão atual herdou esse descasamento de passivos atrelados ao dólar”, disse o analista da Evercore Partners Inc., Duane Pfennigwerth. (BN)
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