Aqui é um inferno’, diz Felipão RIO, 18 (AG) - O comandante da seleção brasileira, Luiz Felipe Scolari, reconhece que o carinho que os jogadores têm recebido dos torcedores, seja em Goiânia, Brasília ou Fortaleza, desde o início da preparação para a Copa das Confederações, tem sido determinante para o bom clima que o grupo vive. No entanto, para Felipão, ser o anfitrião desta competição e da Copa do Mundo tem seu lado negativo. "Em 2002 era fácil porque era fora do Brasil. Aqui é um inferno. O grande problema do Brasil na Copa do Mundo é que a Copa é no Brasil. Era muito mais fácil jogar lá fora" disse o treinador, em participação no programa “Bem, Amigos!”, da SporTV. Felipão está descontente com uma série de obstáculos: a falta de uma casa fixa para realizar os treinos, as imposições da Fifa e com o assédio excessivo dos fãs.
A ausência de um local próprio para os treinos que antecederam a competição foi um dos pontos mais criticados pelo comandante da seleção. A Granja Comary, em Teresópolis, região serrana do Rio de Janeiro, está em reforma e só ficará pronta para a Copa do Mundo, ano que vem. Ao se ver obrigado a seguir regras de hotéis e centros de treinamentos, Felipão reclama: "Está faltando uma casa. O presidente (da CBF, José Maria Marin) se comprometeu a resolver isso. Fomos à Granja Comary e está tudo derrubado. Agora é reconstrução até o fim do ano, no máximo fevereiro, porque lá é a nossa casa, onde nós podemos fazer treinos pela manhã, à tarde ou à noite e abrir para a imprensa. Quando temos nossa casa, não tem melindres".
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