Depois de passar os últimos dias na Capadócia, o embaixador do Brasil na Turquia, Antonio Salgado, disse na sexta-feira que os corpos das três turistas mortas após a queda de um balão devem chegar ao território brasileiro em uma semana. Segundo ele, a demora se deve à liberação de documentos por parte das autoridades turcas. “A demora se deve porque há vários procedimentos que devem ser cumpridos, daí a espera. Mas acredito que o processo está em vias de se resolver. Talvez leve, no máximo, mais uma semana para ser resolvido. O governo turco deve emitir a certidão de óbito e a Embaixada do Brasil fará uma declaração. Depois disso, as autoridades turcas emitem o termo de recebimento”. O embaixador ressaltou ainda que os seis feridos que estão hospitalizados passam bem e devem ficar na Turquia por mais algum tempo, até terem condições de retornar ao Brasil. “Conversei com os médicos, e os brasileiros estão sendo bem assistidos”, contou Salgado. Apesar do acidente, o embaixador diz que “não há por que desaconselhar um passeio de balão”. “As autoridades turcas levam o turismo muito a sério. No caso do balonismo, são seguidos padrões internacionais de segurança, mas isso não significa que esteja isento de risco. Claro que as pessoas interessadas devem manter os planos de viagem para a Turquia. Os passeios de balão ocorrem desde 1997 e neste período houve dois acidentes”. O acidente aconteceu na manhã de segunda-feira. O revestimento do “envelope” do balão onde estavam os brasileiros esbarrou no cesto de um outro balão e, a partir daí, começou a cair de uma altura de aproximadamente 300 metros. O envelope é a parte de tecido que sustenta o equipamento com ar quente. Morreram no acidente as brasileiras Ellem Kohelman, de 76 anos, Maria Luiza Góes, de 85 anos, e Maria Rosas, de 65 anos. Pelo menos 22 pessoas ficaram feridas no acidente. (Correio).
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