As brasileiras estão mais previdentes. Sinal disso é o crescimento da participação delas nos planos de previdência. Um levantamento realizado pela Brasilprev, empresa de previdência privada aberta do Banco do Brasil, com uma carteira de mais de 1,4 milhão de clientes mostrou que, nos últimos seis anos, a aquisição de planos por elas aumentou 15,4%, ante um crescimento de 12% nas aquisições feitas pelos homens. O valor destinado pelas mulheres para a aposentadoria também cresceu nesse período. Em 2006, a quantia média aplicada pelo público feminino era de 155 reais. Em 2011, esse valor chegou a 240 reais, o que representa um crescimento de quase 55%, ante 46% de aumento no valor investido pelos homens. Como se não bastasse, elas começam mais cedo a se preocupar em poupar para a aposentadoria. Quase 40% das mulheres contratam seus planos de previdência privada antes dos 30 anos. Entre os homens, esse percentual é de 36%.
Excesso de preocupação? Não. Especialistas consideram que planejar uma aposentadoria adequada é ainda mais crucial para as mulheres quando se leva em conta que, em média, elas vivem sete anos a mais do que seus pares do sexo masculino. “Esses anos a mais de despesas precisam ser incluídos na poupança para a aposentadoria, até porque gastos com saúde e lazer, por exemplo, só crescem nessa fase”, afirma o educador financeiro Mauro Calil, de São Paulo.
