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Brasil quer construir um dos mais poderosos aceleradores de elétrons

Com o início da construção previsto para setembro, o novo acelerador de elétrons do Brasil, batizado de Sirius e orçado em R$ 650 milhões, deve ser o mais poderoso da América Latina e um dos mais avançados do mundo. Atualmente, o Laboratório Nacional de Luz Síncrotron (LNLS), em Campinas, abriga um síncroton de segunda geração, chamado de UVX, utilizado por pesquisadores e empresas de todo o continente. Mas suas limitações levaram o LNLS na direção de um acelerador de terceira geração, que colocará o Brasil em uma posição de maior competitividade científica. Com ele, buscam-se mais possibilidades de pesquisas e maior colaboração com cientistas de outras nações, atraídos pela nova tecnologia. A luz síncroton é de extrema importância para o desenvolvimento científico e tecnológico, pois ela propicia o estudo da matéria em suas mais variadas formas. “Ela ‘penetra’ em materiais orgânicos e inorgânicos, permitindo desvendar seu arranjo atômico e molecular. É a ferramenta experimental com o maior número de aplicações e de maior impacto sobre o conhecimento e desenvolvimento de materiais, incluindo os biológicos”, explica o professor doutor Antonio José Roque da Silva, diretor do LNLS.

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