16/11/2012 - O Supremo Tribunal Federal negou pedido feito pela defesa de Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, que também é réu no processo de morte da modelo Eliza Samúdio, de suspender o seu julgamento. A sessão está marcado para o próximo dia 19, no Fórum de Contagem, Minas Gerais. Uma das alegações do advogado de Bola é que houve cerceamento de defesa. A juíza da Vara do Tribunal do Júri de Contagem, Minas Gerais, teria negado acesso a cópia das mídias de áudio e vídeo das audiências. De acordo com a reclamação encaminhada pela defesa, a juíza fundamentou a restrição ao acesso à prova audiovisual alegando o direito à imagem das testemunhas. Segundo trecho da decisão transcrito no pedido, a juíza, “considerando-se o interesse midiático sobre este processo”, manteve “o posicionamento adotado na instrução sumária segundo o qual, com vistas a preservar a imagem das testemunhas, as cópias de tais mídias somente serão fornecidas por este juízo às partes desde que os interessados tragam aos autos autorização das testemunhas, permitindo a veiculação de sua imagem”.
A juíza sustentou ainda que o conteúdo dos depoimentos estaria à disposição por escrito e que os originais gravados poderiam ser vistos pela defesa e pela acusação dentro das dependências do fórum. A defesa do réu alegou ainda que houve violação de uma súmula do STF. O ministro Joaquim Barbosa, que negou o pedido, discordou das alegações feitas pelos advogados. Bola é um dos acusados de terem matado a modelo Eliza Samúdio e será julgado, na próxima segunda-feira, por Júri Popular, junto com o goleiro Bruno e outros três réus. (Extra)
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