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Compra de carro pode levar a financiamentos longos e perigosos

05/09/2012 - A redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para veículos novos — prorrogada até o fim de outubro — e a crescente oferta de crédito têm levado consumidores a realizar o sonho do primeiro carro: “zero” ou usado. Mas quem opta por um financiamento longo sem planejar o orçamento corre o risco de perder o bem e ter de continuar pagando a dívida. De modo geral, basta atrasar três prestações para ser obrigado a devolver o veículo ao banco ou à financeira.
A costureira Maria Cristina da Silva trabalha como autônoma e tem renda mensal de R$ 3 mil. Há três anos, financiou um Palio Weekend 2002 em 60 prestações de R$ 428 pelo banco Santander. Hoje ela está prestes a perder o carro que utiliza para visitar clientes e transportar material da pequena confecção que mantém em casa.— No dia 1º de setembro consegui pagar duas das três prestações em atraso. Mas não tenho como manter essa situação por muito tempo — diz Maria Cristina, que recorreu ao Núcleo de Defesa do Consumidor (Nudecon) da Defensoria Pública do Estado do Rio na esperança de conseguir renegociar a dívida com o banco. Entretanto, os defensores públicos pouco podem fazer em relação aos contratos de financiamento de veículos. Segundo a coordenadora do Nudecon, Larissa Davidovich, a falta de conhecimento a respeito das cláusulas faz com que muitos consumidores fechem o negócio considerando apenas o valor das parcelas.

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