13/08/2012 - A mais longa greve do setor industrial completa 44 dias nesta segunda-feira. Funcionários da fabricante de pneus Bridgestone, em Camaçari (BA), estão sem trabalhar desde 1º de julho. A maior paralisação anterior, de 41 dias, havia sido registrada entre os metalúrgicos do ABC paulista, em 1979, também por reajuste salarial, liderada pelo então líder metalúrgico Luiz Inácio Lula da Silva. A paralisação dos borracheiros da Bahia começou por reajuste salarial e melhores condições de trabalho, mas o impasse atual se estende para o desconto dos dias parados.
A empresa suspendeu o pagamento dos salários e quer descontar o período não trabalhado. A diretora de Recursos Humanos da Bridgestone, Simone Hosaka, diz que aguarda proposta do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria da Borracha de Camaçari (Sindborracha) para o parcelamento do desconto ou formas de compensação dos dias parados. O presidente da entidade, Clodoaldo Gomes, alega que a fabricante não está disposta a negociar. "A empresa fala que somos intransigentes, mas foi ela quem criou uma estrutura de guerra, colocando contingente de policiais na fábrica e seguranças a paisana", afirma.
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