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Consumidor deve comprometer no máximo 30% da renda com dívidas

29/06/2012 - Eletrodomésticos mais baratos, financiamentos com juros mais baixos e carros com alíquota zero de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI). Todas essas medidas do governo levam o consumidor a gastar mais para impulsionar a economia. Mas, segundo especialistas, o consumidor deve estar alerta para não comprometer mais que 30% da sua renda líquida com dívidas -embora o percentual possa variar de acordo com a renda do consumidor.Para o gerente geral do Instituto Nacional de Investidores (INI), Mauro Calil, a soma de todos os gastos financiados não deve ultrapassar 30% da renda líquida, embora o ideal seja que fique abaixo de 20%. "Acima de 30% o consumidor tem uma série de probabilidades de ter problemas financeiros. É um limite intransponível", conta.
Além dos gastos com prestações não superarem 30% da renda líquida do consumidor (que é de cerca de 30% menor do que aquela valor que aparece no contracheque, pois dela já estão abatidos os impostos), é preciso economizar para um imprevisto. Segundo Calil, o valor poupado todo mês deve ser de 10% da renda líquida. "Esse valor também vai variar de acordo com o momento. Por exemplo, um jovem que acabou de se formar e mora com os pais pode poupar até 50% do salário enquanto uma pessoa com quase 60 anos que não guardou o suficiente para a aposentadoria também precisa guardar mais. Um recém-casado que acabou de comprar um imóvel pode não conseguir juntar mais do que 10%, mas não deve deixar de guardar pelo menos isso", conta.


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