06/03/2012 - O Programa de Mobilização da Indústria Nacional de Petróleo e Gás Natural (Prominp) começa a inscrever amanhã para o processo de seleção pública que vai oferecer cursos gratuitos na área de petróleo e gás. A Bahia foi contemplada com 920 vagas das 11.671 que serão distribuídas em 14 estados. Podem participar profissionais de nível básico, médio, técnico ou superior. Os cursos, que têm duração entre três e nove meses, preparam os alunos para ingressar em empresas fornecedoras de bens e serviços do setor. O estado foi o quarto em número de vagas oferecidas, ficando atrás de São Paulo (1.021), Rio Grande do Sul (1.192) e Rio de Janeiro (4.602). Salvador, Simões Filho, Candeias, Lauro de Freitas e São Sebastião do Passé foram as cidades selecionadas para oferecer a qualificação gratuita, que tem como objetivo atender a demanda da Petrobras na Refinaria Landulpho Alves (RLAM) e na Unidade Operacional da Petrobras na Bahia, a UO-BA. “A finalidade é manter a competitividade das contratações para reduzir os riscos logísticos e financeiros dos empreendimentos”, destacou ontem a nova presidente da Petrobras, Maria das Graças Foster, na primeira entrevista à imprensa desde que tomou posse no mês passado.
Em evento de lançamento do 6º Ciclo do Plano Nacional de Qualificação Profissional (PNQP) do Prominp na sede da companhia, no Rio, Foster explicou também que o número de vagas oferecido atende a projetos do setor. “Existe uma demanda de pessoal treinado. O número de vagas ofertado está baseado na demanda dos empreendimentos em todo o país”, disse, ressaltando que não há uma obrigação da Petrobras em colocar o aluno no mercado de trabalho depois do curso. “Vai depender do desempenho de cada um e de outros fatores”. Mas, os resultados do Programa Nacional de Qualificação Profissional (PNQP) do Prominp mostram que a taxa de empregabilidade aumenta de 32,8% para 67,1% para os profissionais que fazem esses cursos. Foster disse ainda que não é possível informar a faixa salarial de um profissional qualificado pelo Prominp. “São muitos os níveis salariais. Depende do mercado, das empresas. O que posso dizer é que hoje o nível técnico tem uma gratificação bem melhor, o que é muito bom”. (Correio)
