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Homenagem: História de Millôr se confunde com a do jornalismo brasileiro

28/03/2012 - Jornalista fundou o Pasquim e colaborou com os principais veículos de comunicação no Brasil. Escritor, contista, cartunista, dramaturgo, tradutor. Millôr Fernandes foi uma figura rara na cena cultural brasileira. Nascido Milton Viola Fernandes, no Rio de Janeiro, em 16 de agosto de 1923 - entretanto, só foi registrado em 27 de maio de 1924, e por um erro na caligrafia do escriturário Milton virou Millôr -, aos 10 anos, o garoto já havia vendido seu primeiro desenho para O Jornal do Rio de Janeiro.
Logo na infância, dois traumas o acompanharam para a vida toda. Millôr perdeu o pai dois anos após seu nascimento e a mãe cerca de seis anos depois.A trajetória de Millôr se confunde com a história do jornalismo no Brasil. Aos 14 anos, começou a colaborar para a revista O Cruzeiro, como contínuo e repaginador. Em 1942, fez sua primeira tradução literária, do romance A Estirpe do Dragão, da americana Pearl S.Buck – depois, seria tradutor da obra de Shakespeare - e um ano depois retornou à publicação e levou sua tiragem para 750 mil exemplares vendidos. 
Seu grande pulo foi a criação do jornal O Pasquim, em 1969, junto a Ziraldo e Sérgio Cabral. Em meados dos anos 1970, a publicação batia a casa dos 200 mil exemplares, com uma crítica ríspida aos tempos de Ditadura.Durante sua trajetória, colaborou com os principais veículos de comunicação como O Correio Brasiliense, Jornal do Brasil, O Estado de São Paulo e a revista Veja. Atualmente, Millôr mantinha um site na internet onde continuava a destilar seu humor crítico e universal. Suas frases e charges ficarão estampadas para sempre na memória nacional. (R7)

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