03/01/2012 - Michel Temer considera “superado” o atual modelo de funcionamento da aliança de partidos pró governo. “O que tem acontecido não é uma coalizão completa”, constata o vice-presidente da República. Representante do PMDB na sociedade que tem o PT de Dilma Rousseff como acionista majoritário, Temer avalia que o sistema político atual, por imperfeito, estimula “conflitos” e “disputas”. Em entrevista ao blog, Temer atribuiu as tensões à presença simultânea de diferentes partidos em várias das 38 pastas que pendem do organograma do governo. “Hoje, muitas vezes, ter a cabeça de um ministério não significa ter o ministério”, disse. Na opinião de Temer, é preciso que “as coisas fiquem mais claras” para que a coalizão se complete. Acha que os partidos deveriam receber delegação para gerir setores inteiros. “Não é isso o que tem acontecido”, queixa-se. “Na verdade, há um amálgama dos diversos partidos nos vários ministérios. Daí porque surgem muitas disputas. Esse sistema de coalizão amalgamada é que está superado.” O que fazer? “Ou se tenta uma coisa mais radical, em que os partidos são responsáveis por certos setores, ou se elimina a participação dos partidos políticos, para que o governo forme uma administração apenas de técnicos.” Leia mais no Blog do Josias.
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