30/04/2011 - Análise da ProTeste, órgão de defesa do consumidor, encontrou substâncias alergênicas na fórmula de esmaltes brasileiros. Essas substâncias não têm uso proibido em cosméticos no Brasil, de acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária). Mas, na Europa, esses compostos são banidos ou obedecem a um limite de concentração. Alguns já foram ligados ao desenvolvimento de câncer em animais. Nos Estados Unidos, as substâncias são usadas em cosméticos. No teste, foram analisados 12 esmaltes de três marcas: Colorama, Risqué e Impala. As fabricantes dizem que os produtos são seguros e seguem a legislação brasileira. De acordo com a ProTeste, os únicos esmaltes nacionais que seriam considerados seguros na Europa são os da Colorama e os hipoalergênicos da Risqué. Todos os da Impala foram reprovados. Os compostos encontrados --dibutilftalato, nitrotolueno, tolueno e furfural-- são solventes e substâncias usadas em pigmentos e que conservam e dão brilho ao esmalte. A análise foi feita por um laboratório francês, cujo nome a ProTeste não divulga, por motivos contratuais.
SEGURANÇA
Para Maria Inês Dolci, coordenadora da ProTeste, o resultado da pesquisa demonstra a necessidade de regulamentar o uso dos compostos. A entidade encaminhou os resultados à Anvisa e ao Ministério Público Federal, pedindo que as substâncias não sejam usadas no Brasil. A vigilância informou que não tem conhecimento dos resultados da ProTeste e que não há pesquisas que justifiquem o veto aos compostos. Segundo a Anvisa, é preciso avaliar o campo de aplicação e a concentração, considerados pequenos. Folha
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