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Câmara faz novas tentativas, mas não consegue notificar Eduardo Cunha

A Câmara dos Deputados tentou nesta segunda-feira (5) notificar o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) sobre a sessão convocada para o próximo dia 12 destinada a votar seu processo de cassação, mas, pela segunda vez, não conseguiu. Foram feitas tentativas em Brasília e no Rio de Janeiro, onde ele tem residência declarada.Para cada endereço, são três tentativas. Na sexta-feira passada (2), assessores já tinham tentado entregar pessoalmente a notificação no gabinete e no apartamento funcional ocupado pelo parlamentar em Brasília, mas ele não foi localizado. Ainda resta uma tentativa na capital federal.No Rio, a primeira tentativa foi feita nesta segunda-feira e ainda restam outras. A notificação também foi enviada pelo correio, com aviso de recebimento, mas ainda não chegou.Se nenhuma dessas alternativas der certo, a notificação, que é uma etapa burocrática exigida pelo processo, será, então, publicada no "Diário Oficial da União", a fim de se formalizar a comunicação.O processo disciplinar de Cunha, ex-presidente da Casa, ficou pronto para ser levado ao plenário antes do recesso parlamentar de julho.No entanto, por pressão de partidos da base aliada de Michel Temer, o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), marcou a votação somente para depois da conclusão do processo de impeachment de Dilma Rousseff.A escolha da data sofreu críticas de partidos adversários de Cunha. Por ser uma segunda-feira, dia geralmente esvaziado no Congresso Nacional, o receio de deputados desses partidos é que não haja quórum suficiente, o que beneficiaria Cunha.São necessários 257 votos para que seja aprovado o parecer do Conselho de Ética que pede a perda do mandato de Cunha.

A acusação

Investigado por suposta quebra de decoro parlamentar, Cunha é acusado de manter contas secretas no exterior e de mentir sobre a existência delas em depoimento à CPI da Petrobras, no ano passado.Ele nega ser dono de contas bancárias fora do país e argumenta ter apenas o usufruto de bens geridos por trustes (empresas jurídicas que administram fundos e bens).

Votação

A votação do processo deve ser antecedida de uma polêmica. Para tentar reduzir a punição a Cunha, afastado do mandato por ordem do Supremo, aliados do peemedebista têm dito que pretendem pedir o fatiamento da votação no plenário, assim como ocorreu no impeachment de Dilma.Na decisão do Senado, a ex-presidente teve o mandato cassado, mas, em uma segunda votação, manteve o direito de ocupar cargos públicos.Tanto aliados quando adversários de Cunha avaliam que a medida terá reflexo na Câmara. Pela Lei da Ficha Limpa, o parlamentar que tem o mandato cassado fica automaticamente inelegível por oito anos.A estratégia em estudo é tentar que seja votado um projeto de resolução e não o parecer do Conselho de Ética, que pede a cassação.A diferença entre os dois é que, no caso do primeiro, é possível apresentar emendas, o que viabilizaria a aprovação de uma pena mais branda ou até a preservação dos direitos de ocupar função pública, caso venha a ser cassado.

Campanha de Dilma e Temer em 2014 pode ter pago R$ 122 milhões a empresas de fachada

A campanha da chapa composta por Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB) em 2014 pode ter pago R$ 122 milhões a 40 empresas de fachada. Um cruzamento feito pelo Tribunal Superior Eleitoral identificou o pagamento às empresas, que naquele ano não apresentaram ao Ministério do Trabalho a lista de funcionários formalizados. De acordo o colunist Lauro Jardim, de O Globo, os técnicos do TSE têm tratado a situação com cautela. Isso porque pode indicar que as empresas não tinham capacidade operacional para entregar serviços e produtos correspondentes a valores tão altos, o que é visto como indicativo de empresa de fachada. Por outro lado, os técnicos acreditam que os fornecedores estão apenas atrasados no envio dos dados ao ministério. (BN)

Cláudia Cruz culpa Cunha por movimentação de contas no exterior

A jornalista Cláudia Cruz, esposa do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ), atribuiu ao marido todas as movimentações bancárias do casal no exterior. Para provar sua tese, Cláudia quer que sejam incluídos os depoimentos de sete testemunhas no exterior, todas representantes das instituições bancárias e empresas offshores responsáveis pelas contas e movimentações. De acordo com a Veja, o advogado Pierpaolo Bottini já arrolou como testemunha fática Mary Kiyonaga, assessora financeira do Banco Merryl Lynch, que ajudou nas movimentações da offshore Köpek. Chian Cindy, secretária da offshore Netherton Investmentss, que também movimento dinheiro do casal, é outra opção da defesa. A defesa da jornalista justifica que a escolha de Chian pode demonstrar a ausência de relação entre valores transferidos para a conta de Cláudia e o dinheiro que Cunha teria recebido de propina nos contratos da Petrobras com a empresa CBH.

‘Lula enganou o mundo’, diz artigo do WSJ

“Quando o Rio venceu o disputa para sediar os Jogos Olímpicos, em 2009, não estava previsto que o Brasil estivesse hoje nessa situação”, afirma em artigo publicado pela editora para Américas e colunista do jornal The Wall Street Journal Mary Anastasia O’Grady. Na sequência, ela cita as graves crises política e econômica que assolam o país. E resume o tom de seu texto no título: “Como Lula enganou o mundo”. Mary Anastasia abre seu artigo citando o início “sem incidentes” da Olimpíada carioca – e ressalta que isso surpreende, dada a avalanche de notícias negativas que antecederam os Jogos. Mas lembra que ainda é cedo para saber se os turistas e cariocas passarão os próximos quinze dias livres de uma catástrofe. Na sequência, a colunista ressalta como a retórica lulista (mantida nos anos seguintes por sua sucessora, Dilma Rousseff) ocultou os problemas do país e o fato de que, mesmo nos anos de bonança, nada tenha sido feito para reduzir o fardo do governo sobre os empresários. “A Caixa Econômica Federal e o BNDES expandiram rapidamente o crédito, o que foi arriscado e provocou inflação, mas o Banco Central ignorou o problema”, afirma o texto. “O Rio é um microcosmo do Brasil de Lula”, prossegue. A colunista trata também da corrupção na classe política. “Os políticos do Brasil aspiram à grandeza de Primeiro Mundo, mas preservam instituições de terceiro. Não porque não entendam a eficácia das instituições independentes. É justamente porque as entendem”, afirma. Ela lembra que Lula se tornou réu por obstrução de Justiça e é um dos alvos da Operação Lava Jato. E também das razões pelas quais Dilma sofre hoje um processo de impeachment. “Se a fraude política para levar uma nação à ruína fosse crime, ambos já estariam condenados”, finaliza. (Veja)

Delator afirma que fez pagamento de propina a Cunha

Júlio Camargo apresentou uma nova versão e confirmou que havia escondido que Eduardo Cunha (PMDB-RJ) fosse o beneficiário de propina de um contrato para fornecimento de navio-sonda para a Petrobras por medo de retaliação. Segundo o jornal O Globo, a declaração foi feita durante audiência de uma das ações em que Cunha é réu no Supremo Tribunal Federal (STF). A afirmação foi feita nesta segunda-feira (8) em frente ao deputado federal afastado Eduardo Cunha. Cunha acompanhou o discurso de Camargo mas não falou nada. Um procurador que esteve presente disse o delator temia que o ex-presidente da Câmara prejudicasse seus negócios e também os seus familiares no “campo social”. O delator reafirmou durante a audiência de mais de cinco horas que intermediou o pagamento de US$ 5 milhões a Cunha. Segundo ele, os recursos eram oriundos de um contrato de fornecimento de navio-sonda para a Petrobras. Essa foi a primeira ação em que Cunha se tornou réu, destaca a publicação. Camargo revelou que cerca de R$ 300 mil foram pagos com a locação de aviões particulares para servir o peemdebista. O delator entregou à força-tarefa da Lava-Jato três notas fiscais do pagamento feito. O empresário Ricardo Gobbetti, sócio da Global Táxi Aéreo, empresa que cedeu os aviões para Camargo repassar a Cunha deve prestar depoimento no dia 22, pois a defesa do deputado afastado questionou que não tinha sido notificada sobre o empresário. (Noticias ao Minuto)

Senado decide na terça se Dilma Rousseff vai a julgamento

O Plenário decide na próxima terça-feira (9), a partir das 9h, se a presidente afastada Dilma Rousseff vai a julgamento por crimes de responsabilidade. A votação encerra a fase de pronúncia, segunda etapa do processo de impeachment. Caso a maioria simples dos senadores aceite o parecer da Comissão Especial do Impeachment, Dilma será julgada e pode perder definitivamente o mandato. A Agência Senado explica que a expectativa é que a sessão tome todo o dia, avance pela madrugada e termine apenas na manhã seguinte, podendo chegar a 30 horas de duração. Ela será comandada pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski. É necessária a presença de pelo menos 41 senadores em Plenário para que aconteça a votação. A decisão final, pela realização do julgamento ou pelo arquivamento do processo, será de acordo com o voto da maioria dos presentes.
Rito
Os procedimentos da sessão foram acertados na última quinta-feira (4) em reunião entre Lewandowski, o presidente do Senado, Renan Calheiros, líderes partidários e membros da Comissão do Impeachment. O primeiro a falar será o relator do processo, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG), que terá 30 minutos para apresentar o relatório que foi referendado pela comissão. Depois disso, os demais 80 senadores terão direito a falar por até 10 minutos cada um. A acusação e a defesa falarão por último, sendo reservados 30 minutos para cada parte. A votação acontece na sequência. Como a denúncia é composta por quatro fatos (três decretos de créditos suplementares e as “pedaladas fiscais”), os senadores poderão apresentar requerimentos para votar quaisquer deles separadamente. A decisão que os senadores deverão tomar é se as provas apresentadas contra a presidente afastada são relevantes e substanciais e, portanto, se a denúncia é pertinente e se Dilma Rousseff deve ir a julgamento — nesta fase do impeachment ainda não se delibera sobre o mérito das acusações. A votação será nominal e aberta, registrada no painel eletrônico. Devido à perspectiva do prolongamento da sessão, estão programados dois intervalos de uma hora, às 13h e às 18h. A partir daí, e passadas mais quatro horas, os trabalhos poderão ser interrompidos por uma hora, conforme a necessidade, ou a qualquer tempo, por prazo razoável, a juízo do presidente.
Senado
A rotina de funcionamento do prédio do Senado sofrerá alterações nos dias 9 e 10 em função da sessão. A entrada será permitido apenas para servidores da Casa e profissionais de imprensa credenciados. O Plenário, o Salão Azul, o Salão Negro e o Salão Nobre serão isolados, com acesso liberado apenas para portadores de credencial específica para essas áreas. Não haverá visitação do público nesses dois dias. Parte do estacionamento do Anexo I estará reservada para veículos de imprensa. Os outros estacionamentos do Senado estarão, a princípio, abertos normalmente, mas o acesso a eles ainda poderá ser modificado caso haja alguma alteração no trânsito determinada pelo governo do Distrito Federal.

PT tem que passar por uma grande transformação, diz Dilma

A presidente afastada Dilma Rousseff fez críticas ao Partido dos Trabalhadores (PT) ontem. Segundo Dilma o PT precisa admitir seus erros, tanto na questão ética como no uso de verbas públicas, além de passar por “uma grande transformação”. “Eu acredito que o PT tem de passar por uma grande transformação. Primeiro, uma grande transformação em que se reconheçam todos os erros que cometeu, do ponto de vista das práticas, tanto da questão ética, da condução de todos os processos de uso de verbas públicas”, afirmou em entrevista à revista Fórum. Além disso, a petista afirmou que que não é possível confundir falhas individuais com a legenda. “A instituição, que é o PT, tem de ser preservada, tem de ser melhorada, tem de ser democratizada. Mas ela tem de continuar, tem de seguir o seu rumo. As pessoas é que têm de fazer as suas autocríticas”.

Eleitores terão acesso aos dados dos candidatos

O Tribunal Superior Eleitoral inaugurou, o DivulgaCandContas, um Sistema de Candidaturas e Contas Eleitorais nos quais os eleitores poderão ter acesso a todos dados dos candidatos como informações relacionadas às prestações de contas de campanhas. Vale lembrar que, com a Reforma Eleitoral de 2015 (Lei n° 13.165), deve ser apresentado ao juiz eleitoral da circunscrição onde o candidato pretende concorrer, o requerimento de candidatura a prefeito, vice-prefeito ou vereador. O prazo estipulado é até às 19h, do dia 15 de agosto. Através do site do Tribunal Regional Eleitoral de Pernambuco (www.tre-pe.jus.br), no item Eleições 2016, o usuário também poderá consultar os dados de doadores e fornecedores de campanha, informações de limites de gastos e contratações de pessoal. O sistema disponibilizará links para os estados que já possuem registros efetuados. Ao selecionar um estado, será apresentada uma tabela com resumo de cargos – prefeito, vice-prefeito e vereador – e respectivos quantitativos de registros efetuados. O DivulgaCandContas também apresentará informações de eleições anteriores, a partir de 2004.

Cunha faz churrasco de despedida da residência oficial da Câmara

O deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) decidiu oferecer um churrasco para encerrar sua temporada na residência oficial da Câmara. O almoço acontece no jardim da casa, onde foram instaladas mesas para receber os convidados -funcionários da residência oficial e a equipe de segurança que atendeu Cunha durante sua gestão à frente da Casa. Eles foram recepcionados ao som de música ao vivo. Localizada no Lago Sul, área nobre de Brasília, a casa se transformou no escritório de Cunha desde o dia 5 de maio, quando o STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu afastar o peemedebista do mandato e da presidência da Câmara sob acusação de que ele atrapalhava as investigações contra ele na Justiça e seu processo de cassação. No esteio da Lava Jato, a casa foi alvo de busca e apreensão no fim do ano passado. Sem poder comparecer ao Congresso, ele passou a usar o local para receber os aliados que ajudam a discutir estratégia para tentar dificultar sua cassação e também seus advogados para tratar das defesas nos processos judiciais. Após renunciar ao cargo de presidente da Câmara, em 7 de julho, Cunha perdeu o direito de continuar ocupando o imóvel. Ele tem até o dia 6 de agosto para deixar o imóvel.O prazo foi dado pela Mesa Diretora da Câmara, após Cunha renunciar à presidência e o deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ), com quem rompeu, ser eleito como seu sucessor. O peemedebista deverá se mudar nos próximos dias para um apartamento funcional, cedido pela Câmara, em Brasília. O cardápio do churrasco ficou a cargo do Degustare Buffet, que foi contratado para preparar a comida. A empresa exibe em seu site imagens de eventos nos quais trabalhou para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, além de anunciar entre seus clientes a Petrobras e a Caixa -o deputado é acusado de participar de esquema de corrupção na empresa e no banco-, além do Banco do Brasil, o Congresso Nacional, e embaixadas.

TSE envia ao STF novos indícios de irregularidade na campanha de Dilma em 2014

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) encontrou novos indícios de irregularidades nas contas de uma empresa que prestou serviço para a campanha de reeleição da presidente afastada Dilma Rousseff em 2014. O presidente da Corte, ministro Gilmar Mendes, enviou as informações para compor a ação que trata da prestação de contas da petista no STF (Supremo Tribunal Federal). Os novos detalhes envolvem a empresa DCO Informática, contratada para disparar mensagens para celulares via WhatsApp durante a campanha. A empresa tem sede na cidade mineira de Uberlândia e recebeu R$ 4,8 milhões pelo serviço, em quatro repasses feitos ao longo de uma semana em outubro de 2014. "O estabelecimento não possui identificação na fachada, aparentemente também funciona como residência e não tivemos acesso ao interior do mesmo", aponta o relatório da Secretaria Municipal de Finanças de Uberlândia feito a pedido de Gilmar. Além disso, a empresa possui apenas um servidor, um notebook e três funcionários que trabalham sem carteira assinada. Um dos funcionários da DCO relatou que a campanha de Dilma contratou a empresa por R$ 0,06 a R$ 0,16 para cada disparo, e que o preço variava de acordo com o porte e solicitação. Ele também disse que a empresa desenvolveu o programa para fazer os disparos de mensagens e subcontratou a 2K Comunicações para fazer os relatórios das atividades. Em fevereiro, Gilmar já havia pedido que órgãos de controle fiscalizassem a DCO e outras seis empresas por suspeitas de irregularidades. Os indícios foram apontados pelo PSDB, que alegou possível ilegalidade na contratação e pagamento efetuado às empresas supostamente sem capacidade operacional para prestar os serviços à campanha petista.O TSE aprovou em 2014 as contas da campanha de Dilma, mas Gilmar, relator da prestação feita pela presidente afastada, determinou que as investigações sobre supostas irregularidades continuassem. Em outubro do ano passado, a Polícia Federal instaurou um inquérito sobre o assunto com base numa determinação do ministro. Gilmar utiliza informações reveladas pelas investigações da Operação Lava Jato para dizer que a campanha foi supostamente financiada com recursos da Petrobras. Por ser uma empresa de capital misto (recursos públicos e privados) a petroleira é vedada de financiar campanhas eleitorais. O inquérito da PF, no entanto, aguarda uma decisão do STF para saber se o caso deve ser conduzido pela primeira instância ou pela própria Suprema Corte, já que envolve autoridade com foro privilegiado. O caso no Supremo está sob a relatoria do ministro Edson Fachin, para quem as novas informações sobre a DCO foram enviadas. A campanha de Dilma nega qualquer irregularidade. "Todas as contribuições e despesas da campanha de 2014 foram apresentadas ao TSE, que após rigorosa sindicância, aprovou as contas por unanimidade", diz uma nota assinada por Edinho Silva, que foi tesoureiro da campanha de Dilma.


Pesquisa: nem Dilma, nem Temer, brasileiros querem novas eleições

A maioria da população brasileira aprova a convocação de novas eleições presidenciais em outubro, quando ocorre a votação para prefeitos e vereadores em todo o país. A pesquisa da consultoria Ipsos mostrou que 52% dos entrevistados acreditam que essa opção é "o melhor para o país", segundo a BBC. Dentre esse percentual de 52%, a maioria, com 38%, prefere que Temer continue no cargo, enquanto 14% preferem que Dilma retome a presidência e conduza as novas eleições. A antecipação das eleições, na verdade, só pode ocorrer com aprovação de ampla maioria no Congresso, do contrário, um novo pleito só aconteceria em 2018. A outra hipótese para novas eleições é se Dilma e Temer renunciassem simultaneamente. Ou seja, essa hipótese é praticamente descartada. Outros 20% dos entrevistados responderam que seria melhor que a presidente afastada retomasse o seu mandato, enquanto 16% preferem que Temer seja empossado. 12% não souberam ou não quiseram responder. A pesquisa foi realizada entre os dias os dias 1 e 12 de julho e ouviu 1.200 pessoas presencialmente, em 72 cidades do país. A margem de erro é três pontos percentuais. O diretor da Ipsos Public Affairs comentou a pesquisa. "Isso (o apoio à eleição antecipada) ocorre porque a opinião pública queria a saída de Dilma Rousseff, mas não necessariamente a entrada de Michel Temer", disse, em nota. A decisão final do Senado sobre o impeachment está prevista para o final de agosto. (Noticias ao Minuto)

Dilma fará carta a senadores antes da votação do impeachment

A presidente afastada Dilma Rousseff fará uma carta aberta aos senadores, no dia 9 de agosto, um pouco antes da pronúncia, espécie de prévia da votação do impeachment. De acordo com a coluna Painel da Folha, aliados de Dilma não informam quais as estratégias para o último episódio de defesa da presidente no Senado. Segundo especulações, caso na pronúncia, Dilma não conseguir mais do que os 22 votos conquistados lá atrás, na abertura do processo, será como se tivesse fracassado. (Noticias ao Minuto)

Temer aproveita recesso no Congresso para encaminhar nomeações do segundo escalão

O presidente interino Michel Temer (PMDB) tem aproveitado o "recesso branco" na Câmara e no Senado para encaminhar as nomeações do segundo escalão do governo. Fazem parte dessa categoria os cargos de chefia em empresas estatais, departamentos e órgãos vinculados a ministérios. Interlocutores da presidência informaram ao G1 que nos últimos dias a ordem interna tem sido "acelerar" as publicações no Diário Oficial, para que a base aliada já esteja contemplada quando o recesso terminar. Nos últimos dias o governo publicou no Diário Oficial nomeações do segundo e terceiro escalões, como Pedro Ataíde para diretor-geral da Imprensa Nacional e Kênia Marcelino para a Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco ed o Parnaíba (Codevasf). Também foi nomeado Marcelo José Almeida das Neves para Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene). Responsável pela articulação política no Palácio do Planalto, o ministro da Secretaria de Governo, Geddel Vieira Lima (PMDB), já deixou novas nomeações para aval da Casa Civil. Auxiliares do ministro disseram que foi garantida a "composição política" dessas indicações. A expectativa é que nos próximos dias seja nomeado o novo presidente de Furnas, cuja pessoa mais cotada para o cargo é Ricardo Medeiros - atual diretor de Operação e Manutenção da empresa, e conta com o aval do PMDB. Em Itaipu, o governo diz que a indicação está sob responsabilidade do DEM. Já no Banco do Nordeste devem ser confirmada a permancência do atual presidente, Marcos Holanda, indicado do PMDB. Na Eletronorte ainda não há definição, mas está por conta do PMDB. A Eltrobras será comandada por Wilson Ferreira Jr, ex-presidente da Companhia Paulista de Força e Luz (CPFL), mas sua nomeação depende de assembleia geral de acionistas, marcada para esta sexta-feira (22).


Dilma Rousseff faz comparação entre situação política no Brasil e na Turquia

A presidente Dilma Rousseff comparou a situação política do Brasil e da Turquia durante um pronunciamento estudantes e representantes de associações de professores em São Bernardo do Campo, em São Paulo. "Lá, você tem um machado que quebra a árvore da democracia, enquanto no golpe parlamentar são parasitas atacando a árvore", disse a petista. Ela ainda afirmou que o processo de impeachment no Brasil consiste em um "golpe parlamentar", enquanto na Turquia há um golpe "verdadeiramente militar". Para a petista, existe uma "ambição pelo parlamentarismo" no país. No evento em São Paulo, Dilma voltou a sustentar que não cometeu crime de responsabilidade, acusação que sustenta o pedido de impeachment contra ela.

PT perde tempo de propaganda na televisão por defesa de Lula

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), na sessão plenária de ontem julgou que o PT não cumpriu as regras estabelecidas para a propaganda partidária gratuita no primeiro semestre deste ano ao usar parte do tempo a que tem direito na TV para fazer "defesa política" do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Por esse motivo, a Corte decretou a perda de 12,5 minutos do tempo na televisão a que a agremiação teria direito nos próximos semestres. As informações foram divulgadas pelo Tribunal Regional Eleitoral (Processo 13876). O relator do processo, desembargador Carlos Eduardo Cauduro Padin, considerou que houve "desvirtuamento da propaganda político-partidária" e foi acompanhado pelos demais magistrados na decisão. Segundo o desembargador, o partido destinou seu tempo na televisão à defesa política de um filiado, no caso, Luiz Inácio Lula da Silva, o que não caberia à propaganda gratuita. "O dinheiro público deve custear a propaganda partidária com finalidade definida em lei. Qualquer outra ação deve ser feita às custas do partido", advertiu Cauduro Padim. (Estadão Conteúdo)

Dilma sobre golpe na Turquia: 'governo eleito não pode ser derrubado'

A presidente afastada Dilma Rousseff se manifestou na manhã deste sábado (16), através do Twitter, sobre a tentativa de golpe militar na Turquia, que ocorreu na noite de sexta-feira nas cidades de Istambul e Ancara. "A tentativa de golpe na Turquia é preocupante. Um governo eleito não pode ser derrubado. Nem pela violência. Nem por artimanhas jurídicas. O presidente Erdogan foi eleito pelo povo da Turquia", lembra a presidente. "No Brasil, o impeachment tem de ser repudiado. Democracia é preservar a vontade popular", defendeu em seguida. A tentativa de tomada de poder pelos militares deixou 265 mortos e 1.440 feridos até o momento. Segundo o primeiro-ministro turco, Binali Yildirim, 20 militares que lideraram o golpe foram assassinados e 2.839 soldados foram presos. O ato do Exército turco, porém, foi abortado pela reação popular. Turcos foram às ruas e chegaram a subir ou deitar-se em frente a tanques de guerra.


Influência em queda: Eduardo Cunha é abandonado pelo PMDB

Que a situação do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ) não está favorável não é nenhuma novidade. Mas para sua própria surpresa, até mesmo os colegas de partido decidiram abandoná-lo. Na última quinta-feira (14), durante a votação da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), apenas dois dos seis deputados do PMDB que estiveram presentes na sessão votaram a favor do relatório de Ronaldo Fonseca (PROS-DF), que pedia a anulação parcial do parecer do Conselho de Ética da Casa favorável à cassação do mandato. Segundo o site O GLOBO, apenas Carlos Marun (MS), e Hugo Motta (PB), ambos fiéis aliados do peemedebista, votaram com Cunha. Os demais — José Fogaça (RS), Rodrigo Pacheco (MG), Valtenir Pereira (MT) e Vitor Valim (CE) — apoiaram a decisão do Conselho de Ética. A influência em queda de Cunha também pode ser notada pela ausência dos deputados mais próximos de Cunha na Câmara. Paulinho da Força (SD-SP) e André Moura (PSC-SE), sequer apareceram na sessão para votar. Nem mesmo as legendas do centrão, bloco liderado pelo ex-presidente da Casa, renderam votos a ele. No PP, Cunha possuiu um voto a favor e outro contra. Já no PR, três dos cinco parlamentares votaram contra o relatório, e no PSD os quatro que votaram se manifestaram contra o ex-presidente. João Campos (PRB-GO) também votou contra Cunha. Vale lembrar que seu voto foi responsável pela aprovação do processo no Conselho. Inicialmente, o relatório de Fonseca foi rejeitado pela CCJ, porém os aliados de Cunha pediram votação nominal e logo o resultado sacramentou a derrota de Cunha. Foram os parlamentares do PT que ocuparam os principais lugares na CCJ.

Cunha decide ir pessoalmente à CCJ se defender no processo de cassação

O ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB/RJ) decidiu comparecer pessoalmente nesta terça-feira (12) à sessão da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na qual será discutido o parecer que analisa seu recurso para anular a votação do processo de cassação no Conselho de Ética. O peemedebista chegou ao plenário do colegiado às 14h26.Ele ingressou no Legislativo, pelo prédio do Anexo 2 da Câmara, cercado de seguranças da Casa. No momento em que Cunha entrava no prédio, uma das pessoas que estava na portaria xingou o peemedebista de "bandido"."Bandido! Cadeia no Cunha! Vai para a cadeia, bandido", gritou o homem.O deputado do PMDB ignorou os insultos e se dirigiu rapidamente para o plenário da CCJ cercado por jornalistas. Os integrantes da comissão irão analisar nesta terça o relatório apresentado na semana passada pelo deputado Ronaldo Fonseca (PROS-DF). No parecer, o parlamentar do Distrito Federal acata pedido da defesa de Eduardo Cunha e recomenda anular a votação do Conselho de Ética que pediu a cassação do mandato do peemedebista.A sessão está prevista para ter início às 14h30. O próprio Cunha disse na semana passada, por meio de sua conta no microblog Twitter, que iria comparecer “com certeza” à CCJ.

Na semana passada, Fonseca já leu o seu parecer, que defende que a votação no Conselho de Ética seja anulada por considerar que houve um erro no procedimento. A discussão e votação do seu parecer, porém, foram adiadas porque foi concedido pedido de vista de dois dias úteis para que os deputados pudessem analisar o seu voto.No início da sessão desta terça, Fonseca irá ler um complemento ao seu voto em resposta a um pedido feito por Cunha para que o seu processo volte ao colegiado.Horas após renunciar à presidência da Câmara na semana passada, o peemedebista apresentou um aditamento para que o seu caso voltasse ao Conselho de Ética para ser revisado, sob o argumento de que agora não é mais presidente. Fonseca, no entanto, negou esse pedido.Assim que o relator terminar a leitura, será dada a palavra à defesa de Cunha, que terá o mesmo tempo total usado pelo relator. Na semana passada, a leitura do voto dele levou 2h19. A esse tempo serão somados os minutos que ele levará para ler o complemento do seu voto.Em seguida, discursarão os deputados inscritos. Membros da CCJ terão 15 minutos e não-membros, 10 minutos.Também haverá tempo para os líderes partidários se manifestarem - o tempo varia de 3 a 10 minutos de acordo com o tamanho da bancada. Em seguida, o relator poderá fazer uma réplica por 20 minutos e a defesa poderá falar mais uma vez por 20 minutos. O passo seguinte é a votação, que acontece por meio do painel eletrônico.Depois da fase de recurso na CCJ, a decisão final sobre a cassação de Eduardo Cunha ficará a cargo do plenário da Câmara. Diante da possibilidade de a Câmara paralisar os trabalhos por conta do “recesso branco” neste mês, a definição sobre o caso pode ficar só para agosto.No recurso apresentado à CCJ, Cunha questiona diversos pontos que considera erros de procedimento na tramitação do processo que o investigou no Conselho de Ética. Ele responde por, supostamente, ter ocultado contas bancárias no exterior e ter mentido sobre a existência delas em depoimento à CPI da Petrobras.Ele nega as acusações e afirma ser beneficiário de fundos geridos por trustes (empresas jurídicas que administram recursos).

Dilma arrecada 45% a mais da meta estabelecida e consegue R$ 726 mil em vaquinha online

A presidente afastada Dilma Rousseff (PT) já ultrapassou em 45% a meta estabelecida na vaquinha online e chegaou à marca dos R$ 726 mil de arrecadação. A meta inicial era R$ 500 mil. Cerca de 11 mil pessoas participaram da campanha, cujos recursos arrecadados serão usados para financiar as viagens da presidente. A mobilização não tem prazo para ser encerrada e oferece como recompensas para a doação uma citação no site de Dilma, uma foto digital autografada e um vídeo de agradecimento. De acordo com a Folha, os criadores do site afirmam que o governo interino de Michel Temer tenta impedir a petista de estar junto da população e estabeleceu medidas "restritivas" à movimentação da petista.

Temer quer apoio de Lula caso impeachment aconteça

O presidente interino, Michel Temer, voltou a mencionar a necessidade de procurar a oposição para dialogar, mas que quer esperar o desfecho do impeachment. A oposição, leia-se Luiz Inácio Lula da Silva. De acordo com a coluna painel, da Folha de S. Paulo, a avaliação é que o Planalto precisa de uma interlocução com os movimentos sociais lideradas pelo PT, para conseguir votar pautas delicadas no Congresso.

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