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Lenda se prova verdadeira e historiadores descobrem cápsula do tempo de 113 anos

A lenda de uma família resultou na descoberta da mais antiga e ainda fechada cápsula do tempo do mundo, no topo do museu Old State House, em Boston. A neta de um dos carpinteiros que trabalhou no museu em 1901 afirmou que ela estaria na boca de uma estátua de leão de ouro e, no mês passado, a Sociedade de Boston, responsável pelo museu, resolveu checar o palpite - que estava certo. A caixa, porém, só foi aberta nesta quinta-feira em uma cerimônia privada para jornalistas em Woburn, Massachusetts. Caixa estava cheia e continha um livro de capa dura vermelha em cima de outros itens. A Sociedade de Boston decidiu não retirar o livro da caixa durante a cerimônia. Em vez disso, os historiadores irão analisar todo o conteúdo da cápsula, em breve, em um ambiente mais controlado.“Está em ótimas condições, muito mais limpo do que eu esperava”, disse a arquivista Elizabeth Roscio, da Sociedade de Boston, ao jornal “The Boston Globe”. Uma câmera foi inserida em uma rachadura na estátua, revelando a pequena caixa. Porém é pouco provável que os documentos da caixa tenham sobrevivido ao rigoroso inverno de Boston. A neve e o granizo tornam difícil que artigos de papel se mantenham inteiros ao longo dos anos, segundo Nathaniel Sheidley, diretor da instituição. O conteúdo da caixa teria um significado simbólico, de acordo com ele.

Itatim: Fósseis de preguiça-gigante são encontrados

Fósseis de uma preguiça-gigante foram encontrados por moradores de uma fazenda, no povoado de São Bernardo, no município de Itatim, a 200 quilômetros de Salvador, onde estava sendo escavado um tanque. O projeto Mata Branca, que tem por objetivo a preservação e o uso sustentável da caatinga e vem realizando trabalhos no local, enviou dois professores e dois alunos de paleontologia da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB) para conhecer o achado, identificar outros possíveis fósseis e fazer estudos na área. Para a professora de paleontologia da UFRB e diretora da Sociedade Brasileira de Paleontologia, Carolina Saldanha Scherer, é importante que se estudem os fósseis encontrados para que se possa entender um pouco mais do passado. “A partir desses estudos é que podemos identificar os animais que habitaram a região, como era a paisagem e o clima usufruído por eles”. Durante o reconhecimento do local, foi encontrada também uma falange (osso que forma o dedo da mão e do pé) de um toxidonte, ancestral de elefante e rinoceronte, evidenciando que se trata de um local rico historicamente. Moradora do terreno, Ivanildes afirmou que há mais ou menos 50 anos, quando seu sogro estava escavando um poço nas redondezas, foram encontrados ossos que pareciam ser da bacia e das costelas de um animal, mas que pessoas desconhecidas levaram para fora da cidade e não houve mais notícias dos fósseis. (Política Livre)

Senado aprova projeto que regulamenta profissão de historiador

08/11/2012 - O Senado aprovou nesta quarta-feira (7) o projeto de lei que regulamenta a profissão de historiador. A proposta do senador Paulo Paim (PT-RS) torna o exercício uma exclusividade dos diplomados em cursos de graduação, mestrado ou doutorado em História. Os historiadores poderão atuar como professores de História nos ensinos básico e superior; em planejamento, organização, implantação e direção de serviços de pesquisa histórica; e no assessoramento voltado à avaliação e seleção de documentos para fins de preservação. O senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), que votou contra o projeto, considerou "um profundo equívoco" dar exclusividade em atividades de ensino e pesquisa, seja em graduação ou pós-graduação, apenas para quem tem formação em História. Na opinião do parlamentar, a situação cria "absurdos" como impedir que economistas, sociólogos, diplomatas ou outros profissionais qualificados ministrem a disciplina, por haver o risco de "engessar" o ensino da História. Já a senadora Ana Amélia (PP-RS) defendeu o projeto ao ler relatório do senador Flexa Ribeiro (PSDB-PA), aprovado na Comissão de Constituição e Justiça, em que este declara que "a omissão do legislador pode permitir que pessoas inabilitadas no exercício profissional coloque em risco valores, objetos ou pessoas." O texto ressalta ainda a relevância do papel do historiador na sociedade, com "impactos culturais e educativos" capazes de ensejar "a presença de normas regulamentadoras" da profissão. Segundo a Agência Senado, a proposta também aponta que "não pode permitir que o campo de atividade desses profissionais seja ocupado por pessoas de outras áreas, muitas delas regulamentadas, mas sem a capacitação necessária para exercer o trabalho". A matéria segue agora para votação na Câmara dos Deputados.

Paleontólogos retiram mais fósseis de animais em povoado baiano

25/09/2012 - Uma equipe de paleontologia da Universidade Federal do Recôncavo Baiano (UFRB) esteve na localidade de Lagoa Escura, no município de Santaluz, no domingo (23), e coletaram ossos de mastodontes, cavalos extintos, e gliptodonte, um tipo de primo gigante do tatu. De acordo com a doutora em paleontologia da UFRB, Carolina Scherer, a equipe foi acionada pelos moradores que encontraram as ossadas de animais pré-históricos no dia 5 de setembro. "Fomos chamados por moradores e conseguimos coletar muitos materiais, inclusive recebemos materiais colhidos anteriormente pelos moradores. Como o terreno é da União, é proibído por lei que esse tipo de material histórico encontrado no local fique em mãos da sociedade civil. É preciso entregar para uma instituição pública", informou a pesquisadora. "Nessa visita, nós retiramos principalmente a parte do casco de um gliptodonte, que é parente dos tatus e já está extinto. Levamos parte do casco e da cintura pélvica [bacia]", explicou. (Foto: Raimundo Mascarenhas/Calila Notícias)

Ossadas de possíveis animais pré-históricos são encontradas na BA

07/09/2012 - Moradores do município de um distrito de Santaluz, a 258 km de Salvador, encontraram na quarta-feira (5), uma grande ossada na Lagoa Escura, localizada no município. De acordo com informações da diretora do Museu Geológico da Bahia, Morgana Drefahl, os ossos podem pertencer à animais históricos da época da Mega Fauna, que habitou a Bahia no período de 10 a 20 mil anos atrás. Através das fotografias, ela acredita que os ossos podem ser de um cavalo fóssil e de uma preguiça gigante. Ainda de acordo com a diretora, o instituto está em contato com a comunidade que encontrou os ossos para que o material encontrado não seja retirado de forma errada. "O ideal é que esse material seja retirado por um paleontólogo, porque procedimentos precisam ser feitos. Precisamos entrar em contato com o dono da área, para saber se podemos retirar os ossos. Soubemos dessa ossada na noite da quarta-feira e estamos em contato com a comunidade para identificarmos o material", explicou a geóloga.

Ela explicou ainda que durante uma escavação correta, o paleontólogo pode encontrar outras coisas interessantes, que, quando vista por leigos, pode passar despercebido. "As pessoas quando encontram não devem retirar os ossos, porque quando se tira, se perde muita informação geológica. Precisamos de informações do solo, que são importantes, já que o solo pode nos ajudar a entender como aquele animal foi parar ali. Tiramos informações dos ossos e do sedimento ao redor dele", explica. (G1/Foto Calila Notícias)

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