A Bahia é o 9º Estado em número de presos, segundo levantamento feito pelo Instituto Avante. A população carcerária na Bahia é de 15.088, enquanto em São Paulo passa dos 190 mil. Roraima, com 1.783 presos, é o que exibe a menor quantidade. Em todo o país, o número de detentos cresceu 511% nos últimos 23 anos (1990 - 2012), contra um aumento de apenas 30% na população. São 288,14 presos/100 mil habitantes. Houve um salto considerável na população carcerária entre 2002 - 2003, de 28,8% (68.959 em número absolutos). O nº de presos provisórios cresceu 1.334% entre (1990-2012), e o de presos definitivos subiu 330% no mesmo período. Os presos provisórios aumentaram 14 vezes, enquanto os definitivos cresceram quase 4 vezes. O estado mais encarcerador do Brasil é o Acre, já que possui uma taxa de 521 presos por 100 mil habitantes. Não Bahia, são 108. Em números absolutos, apenas o Estado de São Paulo detém 36% de toda a população carcerária brasileira (198.818), o equivalente a pouco mais de 1/3 do total. Embora o nº de vagas tenha tido um aumento em números absolutos, a diferença percentual entre presos/vagas continua. Na média dos anos considerados, há 64% mais presos do que vagas.Entretanto, considerando apenas o ano de 2012, esse percentual é de 78%. A taxa de ocupação dos presídios é de 1,78 preso por vaga (ou seja, quase 2 pessoas para cada vaga). São 309.074 vagas para 549.577 presos, um déficit de 240.503. (Tribuna)
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Enquanto a população cresce 30% o número de presos no Brasil tem aumento de 511%
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População carcerária no Brasil passa dos 550 mil detentos, diz CNJ
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A população carcerária brasileira atingiu a marca dos 550 mil presos em junho deste ano, de acordo com dados apresentados pelo juiz auxiliar da Presidência do Conselho Nacional de Justiça, Luciano Losekan. O número em 2011 era de 514 mil. Segundo o representante, somente prisões não resolvem os problemas da violência e o maior desafio agora é encontrar uma forma de diminuir essa população que tem aumentado “assustadoramente”. Para o magistrado, esse quadro reforça a necessidade de ações de reinserção social, que incluem a oferta aos detentos de oportunidades de capacitação profissional e de trabalho.
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