Um exame em escala continental. Os destinos de mais de cinco milhões de jovens, que sonham ingressar na universidade, definidos em dois dias de provas. O Enem, Exame Nacional do Ensino Médio, mobilizou boa parte das famílias brasileiras em outubro do ano passado. Até que ponto a avaliação corresponde ao desempenho de cada um desses candidatos? E se a redação, que foi sobre a Lei Seca, tiver letra de música, hino de time de futebol, recadinho para o Papai Noel? Dizer que Getúlio Vargas morreu em um acidente de carro porque bebeu vinho no jantar e dirigiu, é ignorância, deboche ou criatividade? E se a redação for uma cópia escancarada do texto base, vai levar zero? Tudo isso estava em dez redações feitas por jornalistas do Fantástico, em seis estados. Eles tinham uma tarefa: escrever textos que afrontavam as regras, na intenção de zerar. No ano passado, uma nova regra apareceu, para evitar escândalos como a pontuação de provas com receita de macarrão instantâneo e com o hino do Palmeiras. Textos com formas propositais de anulação, que desrespeitam o exame, são eliminados.
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