A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) divulgou nesta semana o resultado do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) que pela primeira vez avaliou a capacidade dos estudantes de 15 anos do mundo todo em resolver problemas de matemática aplicados à vida real. O Brasil ficou em 38º lugar. O resultado mostrou ainda que só 2% dos alunos brasileiros conseguiram resolver problemas de matemática mais complexos. Entre os estrangeiros este número chegou a 11%. No caso do Brasil, os meninos tiveram desempenho melhor que as meninas no teste. Os rapazes somaram 436 pontos contra 412 das moças. Os últimos da lista foram Uruguai, Bulgária e Colômbia. Os países líderes são todos asiáticos: Cingapura, Coreia do Sul e Japão. Para chegar a este resultado, a avaliação incluiu perguntas em que o aluno tinha de, hipoteticamente, manusear um aparelho de MP3 player, e ainda, comprar bilhetes em uma estação de trem em um máquina. Em uma das perguntas, por exemplo, o estudante tinha de selecionar no MP3 o estilo rock, no volume 4, usando poucos cliques e sem nenhum botão 'reset'. As habilidades não cognitivas foram testadas pela primeira pelo Pisa que é um exame reconhecido mundialmente por avaliar o desempenho dos estudantes em matemática, ciências e leitura. O Pisa é aplicado a cada três anos em alunos de 15 anos, faixa etária em que concluem o ciclo básico de ensino. O último resultado foi divulgado em dezembro. Nas três disciplinas o Brasil teve desempenho abaixo entre os países da OCDE. Em matemática ficou em 58º lugar (foram 65 países analisados), foi o 55º em leitura e 59º em ciências.
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