A meta de superávit primário (economia para pagar os juros da dívida pública) para o próximo ano será maior que a estipulada no Orçamento Geral da União, aprovado nessa madrugada pelo Congresso Nacional. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, o governo está empenhado em aumentar o esforço fiscal no próximo ano, mas não adiantou números. “A meta de 1,1% [para o Governo Central, que inclui Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central] seria o mínimo a cumprir. Teria de haver uma catástrofe [para cumprirmos a meta mínima]. Certamente, vamos perseguir uma meta maior do que a que está no Orçamento”, disse o ministro, em encontro de fim de ano com jornalistas. Segundo Mantega, esse esforço mínimo só será atingido se o governo precisar usar totalmente o mecanismo que permite abater quase R$ 60 bilhões da meta original. A Lei Orçamentária prevê meta de 1,1% do Produto Interno Bruto (PIB) de superávit primário para o Governo Central e de R$ 167,3 bilhões para o setor público (União, estados e municípios), com a possibilidade de abater R$ 58,3 bilhões de gastos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e de desonerações tributárias, totalizando 2,1% do PIB. (Agência Brasil)
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