O governo federal deve desistir de conceder à iniciativa privada três dos nove trechos de rodovias federais incluídos no Programa de Investimento em Logística (PIL), lançado em agosto do ano passado para eliminar gargalos de infraestrutura no país. A informação é da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann. Segundo a ministra, é "uma grande probabilidade" que os trechos da BR-262 (entre ES e MG), BR-101 (BA) e BR-116 (MG) não sejam mais leiloados. Se essa for a decisão tomada, disse ela, a duplicação desses trechos será feita como obra pública, por meio da inclusão deles no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) ou via Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). "Estamos avaliando que, mesmo retirando trechos reduzindo a extensão de estrada sob concessão, ainda assim a tarifa [de pedágio] não iria ficar adequada. Então, são rodovias em que vamos fazer outro tipo de intervenção. Podemos migrá-las ao PAC para fazer obra pública", disse Gleisi. "É uma grande probabilidade", completou. O objetivo do governo é conseguir tarifas baixas de pedágio, para evitar o aumento do custo do transporte de mercadorias por essas rodovias e, assim, melhorar e baratear o escoamento de cargas no país. De acordo com a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), a tarifa-teto de pedágio prevista atualmente para os três trechos, ou seja, o máximo que um eventual concessionário poderia cobrar dos motoristas, é de R$ 11,98 para cada 100 quilômetros na BR-101 (BA); de R$ 11,26 na BR-262 (ES-MG); e de R$ 10,44 por praça de pedágio na BR-116 (MG). (G1)
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