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Falsificadores brasileiros usam Facebook para escapar de grampo telefônico

Uma quadrilha de brasileiros falsificadores de dinheiro conseguiu despistar a Polícia Federal e manter sigilo sobre seus negócios tomando uma simples decisão: substituir as ligações telefônicas, sujeitas a grampo, por conversas reservadas no Facebook. A artimanha foi descoberta pela PF, que acionou a Justiça Federal em São Paulo pedindo multa, prisão de executivos e até o fim das atividades da rede social no Brasil, suspeita de dificultar o fornecimento das conversas criminosas. De acordo com o processo, escutas telefônicas autorizadas pela Justiça permitiram à polícia acompanhar, por oito meses, a atuação “de uma complexa organização criminosa” formada por falsificadores de moeda com “ramificação em vários municípios e Estados da federação”. Ao tomarem conhecimento pelo processo de que seus negócios foram revelados por escutas, os suspeitos encerraram as negociações por telefone e passaram a utilizar a caixa de recados do Facebook para continuar articulando a inclusão de notas falsas no mercado. A principal suspeita teve seu perfil citado no processo. Moradora do Tatuapé, zona leste de São Paulo, M. V. P. chegou a ser condenada a três anos e seis meses de reclusão, mas mantém-se em liberdade em razão de apelações judiciais. Em seu perfil, M.V.P. compartilha fotos mostrando pilhas de maços com notas de dólar e real seguidos de frases como “Quem compartilhar vai ficar rico até 2014”.

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