As negociações entre as Centrais Sindicais e o senador Romero Jucá (PMDB – RR) em torno da regulamentação do direito de greve no serviço público devem ficar tensas durante esta semana. A proposta está sendo construída no âmbito da Comissão Mista de Consolidação da Constituição Federal e Regulamentação de Dispositivos da Constituição e apesar de ser um anseio antigo dos servidores, os representantes das Centrais acusam Jucá, relator da proposta de usar o nome das Centrais. “Ele [ o senador Romero Jucá] mandou uma minuta dizendo que recepcionou o que as Centrais apresentaram, mas ele não recepcionou nada. Ele está usando o nome da gente pra dizer que negociou alguma coisa. O senador sentou pra conversar, negociar é outra coisa”, reclamou em entrevista à Agência Brasil o secretário-adjunto das relações do trabalho da Central Única dos Trabalhadores, Pedro Armengol. As Centrais dizem que a proposta de Jucá trata a greve como um direito parcial o que a tornaria inviável. “Nós não aceitamos isso. O papel da Comissão é de regulamentar a Constituição, mas no nosso entender ela está indo contra porque todo conceito colocado naquela proposta é de direito parcial. A Constituição garante direito pleno de greve ao servidor público”, disse Armengol. (Agência Brasil)
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