A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta semana durante entrevista em Lima (Peru) que fará "substituições" de ministros em razão da campanha eleitoral. Vários titulares do ministério devem se desincompatibilizar para poder concorrer em 2014. Pela lei eleitoral, os ministros têm de sair até seis meses antes do pleito. Dilma já tinha afirmado em setembro ao jornal "Zero Hora" que faria uma reforma ministerial em razão da eleição. No último dia 8 de outubro, o blog do jornalista Gerson Camarotti informou que a presidente deve usar a reforma ministerial, prevista para o final do ano, para reforçar as aliançaspolíticas com vistas à eleição. Nesta segunda, indagada por jornalistas se era "muito possível" que ministros deixassem o governo em razão da campanha, respondeu: "É muito possível". Depois, perguntada se conduzirá o governo no último ano de mandato com os secretários-executivos no lugar dos ministros que sairão para concorrer, afirmou que não. "Não, eu vou fazer substituições – agora, eu já dei essa notícia", declarou. A presidente não quis falar sobre as declarações do prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT) e do antecessor dele, Gilberto Kassab, presidente nacional do PSD. Haddad afirmou ao jornal "Folha de S.Paulo" que encontrou uma situação de "descalabro" ao assumir a prefeitura. Kassab respondeu que "descalabro" foi o primeiro ano da gestão de Haddad. "Eu estou aqui numa visita de Estado e vocês estão perguntando de eleição?", afirmou, no Palácio de Governo do Peru, onde manteve encontro com o presidente Ollanta Humala. (G1)
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