O aquecimento global desencadeado pela atividade humana na Terra pode ter o efeito de encolher o tamanho de certas espécies de mamíferos, causando nanismo nos animais, diz novo estudo conduzido pela Universidade do Michigan, nos Estados Unidos. Segundo o estudo, a descoberta se baseia no fato já conhecido de que encolhimentos semelhantes ocorreram em duas ocasiões no passado, porém sem a interferência do homem: há 55 milhões de anos, durante o período conhecido como Máximo Térmico do Paleoceno Superior; e há 53 milhões de anos. Ambos os períodos foram marcados por uma escalada na temperatura global. À época, animais de grupos como o dos primatas e o de cavalos e veados foram atingidos e tiveram suas dimensões corporais reduzidas. A descoberta foi possível após análise de fósseis de animais que viveram nesses dois períodos. A observação de dentes e mandíbulas de mamíferos dessas épocas apontaram, por exemplo, que uma espécie ancestral de cavalo já extinta e que tinha o tamanho de um pequeno cão —o Hyracotherium— encolheu em até 30% durante os anos em que a Terra experimentou subida em suas temperaturas.
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