Quem acredita no ditado de que o dinheiro é a raiz de todos os males poderia rever sua posição se conhecesse um projeto apoiado pelo Banco Central (BC), que transforma cédulas que saem de circulação em adubo para lavouras de agricultores familiares do Pará. Picotado e sem valor, o papel-moeda serve para fertilizar e regenerar os solos da região através de um composto que leva também palhas e restos de frutas e verduras. O projeto da Universidade Federal Rural do Amazonas (UFRA) é um dos preferidos do BC para se adequar à Política Nacional de Resíduos Sólidos, que entrará em vigor no ano que vem, e proíbe a instituição de jogar as notas que saem de uso em aterros sanitários. Por ano, 2,3 milhões de cédulas são retiradas de circulação – em torno de 2 bilhões de toneladas. A quantidade é pequena perto das 5,57 bilhões que transitam entre bancos e bolsos. No entanto, o BC precisa escolher projetos que deem uma destinação mais sustentável ao “numerário inservível”, nome técnico dado ao “dinheiro velho” (Estadao)