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Perigos do jejum prolongado

É muito comum nutricionistas escutarem em consulta que o paciente fica em jejum por longos períodos do dia e que se alimenta somente nas principais refeições: café da manhã, almoço e jantar ou em casos mais extremos somente o almoço. O jejum consiste em abstinência calórica que ocasiona uma rápida perda de peso. Vale frisar que grande parte desse peso perdido consiste principalmente de massa magra, glicogênio e água e que a gordura é utilizada para a formação de corpos cetônicos. Nessa situação o organismo diminui o seu gasto energético basal para se defender contra essa abstinência calórica, ou seja, tenta poupar energia. O perigo desse jejum está a longo prazo, pois, o jejum prolongado leva a um aumento de corpos cetônicos (produtos resultantes da oxidação de ácidos graxos) que em excesso diminuem o ph sanguíneo causando uma acidose que pode provocar um coma e em casos extremos, a morte. Quando o jejum é quebrado, o organismo secreta uma quantidade muito alta de insulina causando uma hipoglicemia de rebote (queda brusca da glicose sanguínea). Vale lembrar que o organismo adapta-se à restrição extrema de calorias e muitas vezes não funciona como antes, acarretando no ganho de peso (gordura), ou seja, esse é o princípio do famoso efeito sanfona. Portanto, o jejum prolongado não é uma boa escolha quando se visa a saúde.

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