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Cientistas descobrem 1º mamífero carnívoro nas Américas em 35 anos

Cientistas dos EUA anunciaram nesta quinta-feira a descoberta de um mamífero que vive nas florestas na região entre a Colômbia e o Equador. Batizado de olinguito, ele é a primeira espécie de animal carnívoro identificada nas Américas nos últimos 35 anos. Segundo os estudiosos, trata-se de uma descoberta extremamente rara. A trilha até o olinguito começou há cerca de uma década, quando o zoólogo Kristofer Helgen, do Instituto Smithsonian e curador do Museu de História Natural de Washington, descobriu por acaso ossos e peles dos animais em um museu em Chicago. 'As peles tinham uma cor vermelha, intensa, e, quando olhei o crânio, não reconheci sua anatomia. Imediatamente achei que poderia se tratar de uma espécie nova', disse à BBC News.
Por amostras de DNA, Helgen pôde, ao longo dos anos, confirmar a descoberta. O olinguito, que tem 35 centímetros de comprimento, é um carnívoro - portanto, do mesmo grupo de mamíferos que inclui gatos, cães, ursos e seus semelhantes. 'Muitos de nós achávamos que essa lista estava completa, mas eis que temos o primeiro carnívoro identificado no continente americano em mais de três décadas', celebrou Helgen. 
Florestas
Após a identificação genética, os cientistas tentaram prever o tipo de floresta que ele habitaria, a partir das características do animal. Em uma expedição à região entre Equador e Colômbia, um olinguito foi avistado logo na primeira noite da expedição. Apesar de ser carnívoro, o olinguito se alimenta principalmente de frutas, passeia durante a noite e vive sozinho, tendo apenas um filhote a cada gestação. Curiosamente, cientistas acreditam que um espécime de olinguito chegou a ser exibido em diversos zoológicos dos EUA entre 1967 e 1976. Mas na época ele foi confundido com o olinga - um parente próximo -, e seus cuidadores não entendiam por que ele não se reproduzia. O animal foi enviado para diversos zoológicos e morreu sem nunca ter sido identificado.
Acredita-se que a ciência atual tenha catalogado apenas uma fração das formas de vida existentes no planeta. Novas espécies de insetos, parasitas, bactérias e vírus são frequentemente identificadas, mas a descoberta de um novo mamífero é extremamente incomum. 'Isso nos faz lembrar que o mundo não foi totalmente explorado e que a era das descobertas está longe de acabar', diz Helgen. 'O olinguito nos faz pensar: o que mais haverá por aí?' (BBC)

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