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Identificado fator genético que aumenta risco de doenças cardíacas em homens

Cientistas da Universidade de Leicester, no Reino Unido, descobriram um fator genético que contribui para o aumento do risco de doenças cardíacas em homens. A pesquisa representa um importante passo na busca dos mecanismos subjacentes a um maior risco de doença arterial coronariana em homens que carregam um tipo particular do cromossomo Y (haplogrupo I). A equipe deu continuidade a um estudo anterior que sugeriu que os homens com haplogrupo I do cromossomo Y têm risco 50% maior de desenvolver doença cardíaca. O novo estudo mostra identifica os possíveis genes do cromossomo Y que poderiam ser responsáveis por sua associação com a doença arterial coronariana. A doença arterial coronariana é o nome dado para o estreitamento dos vasos sanguíneos que entregam sangue para o coração, o que significa que uma quantidade insuficiente de oxigênio chega ao órgão. Isto pode conduzir a sintomas de angina, tais como a constrição do peito e ataques cardíacos.
A pesquisa atual utilizou uma amostra de cerca de 2 mil homens de quatro populações europeias. O estudo descobriu que os homens com haplogrupo I tem menor número de cópias dos dois genes importantes do cromossomo Y em macrófagos, tipo de glóbulos brancos envolvidos na defesa contra infecções e aterosclerose. Especificamente, os homens com haplogrupo I tiveram diminuição da expressão de dois genes: ubiquitously transcribed tetratricopeptide repeat, Y-linked gene (UTY) e protein kinase, Y-linked, pseudogene (PRKY) em macrófagos. A equipe não encontrou nenhuma associação entre o haplogrupo I e fatores de risco cardiovasculares tradicionais, como hipertensão arterial, tabagismo e obesidade. A equipe acredita que o estudo representa mais um passo para decifrar a genética por trás de aumento do risco de doença arterial coronariana em homens com haplogrupo I. "Queremos agora investigar se e como a regulação dos genes UTY e PRKY em macrófagos pode se traduzir em aumento do risco de doença arterial coronariana", conclui o pesquisador principal Maciej Tomaszewski.

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