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Cresce ceticismo sobre reforma política com brigas no PT

Sugerida pela presidente Dilma Rousseff como resposta às manifestações que ocuparam as ruas no mês passado, a discussão da reforma política patina no Congresso com brigas explícitas entre petistas e uma flagrante rebelião da cúpula do PMDB, principal partido da coalizão, que defende abertamente o fim da reeleição e a doação de empresas diretamente aos partidos, abrindo caminho para a institucionalização das chamadas “doações ocultas”. A Câmara instalou ontem o grupo de trabalho que vai discutir a reforma, mas os parlamentares entraram em recesso e só em agosto o tema estará de volta à pauta política. Reservadamente, parlamentares do grupo de trabalho – que terá 14 membros – não esconderam o ceticismo quanto à votação de uma reforma política ampla. Longe de um consenso interno, a Câmara, que já enterrou a tese do plebiscito, terá um portal para que o cidadão envie propostas para mudanças na legislação sobre o sistema eleitoral. O PT apresentou ontem uma proposta de decreto legislativo sobre o plebiscito que não sobreviveu mais de oito horas. Os aliados bombardearam as sugestões de perguntas feitas pelo partido e acusaram os petistas de “camuflar” a sugestão de financiamento público de campanha, rejeitada por muitos dos partidos aliados. (Agência Estado)

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