O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, disse que a população está preparada para o plebiscito que definirá uma reforma política no país. “Acho que suspeitar do despreparo da população seria um erro, o mesmo erro de quem desconsideraria a capacidade da mobilização nas ruas. Naturalmente, tem que haver um grande investimento na divulgação e no debate intenso”, disse o ministro antes de participar do Seminário Memória e Compromisso, no Centro Cultural de Brasília. Segundo o ministro, o país está vendo se consolidar um novo processo de mobilização. “Temos que aprender a dialogar com essa rapaziada, com essas novas formas. Isso para nós é uma pedagogia, um ensinamento. Temos que ter humildade de aprender e, mais uma vez, a população brasileira teve a criatividade, a capacidade de se mobilizar”, disse, ao afirmar que a democracia brasileira passa por um momento “precioso”.
Sobre o apartidarismo das marchas, Gilberto Carvalho disse que isso representa uma crítica à forma como os partidos têm se organizado e se expressam institucionalmente no Legislativo e no Executivo. “Acho importante os partidos verem essa crítica, procurarem entender sua razão e passarem a ter um comportamento de maior comunicação, de cuidado nas atitudes, de ouvirem cada vez mais as pessoas”, disse. No entanto, o ministro considera que, apesar de representar um desafio para que se aprofunde o debate político, não há democracia sem partido. “O que existe sem partido é ditadura.”
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