Depois de tantos relatos de jogadores vítimas de preconceito nos últimos anos, a entidade aprovou durante congresso nas Ilhas Maurício, medidas mais duras contra o racismo. As novas sanções propostas incluem a possibilidade de perda de pontos, rebaixamento e até a expulsão da competição. As medidas propostas pelo presidente da Concacaf e diretor da força tarefa contra o racismo e a discriminação, Jeffrey Webb, foi aprovada por 204 votos contra um. Além das medidas, a Fifa também pretende introduzir escritórios contra a discriminação racial nos jogos e um linha de comunicação para jogadores e torcedores reportarem casos de racismo. Para os jogadores que forem pegos em atitudes racistas, as medidas também serão duras: pelo menos cinco jogos de suspensão e multas mais altas. O presidente da Fifa, Joseph Blatter, disse que não há mais espaço para o racismo no futebol e isso não será mais tolerado. "Temos visto algumas infrações desprezíveis este ano que colocaram uma longa sombra no futebol. Estou falando do ódio, racismo, ignorância, discriminação, intolerância e preconceito contra as minorias. Estamos mandando uma dura mensagem aos racistas que o seu tempo acabou".
Webb disse que o racismo e a intolerância da sociedade estão espelhados no futebol, mas o esporte precisa combater o problema como parte do código moral da Fifa. "Nossas propostas mostram a nossa intenção de lutar contra o racismo de todas as formas. Para ofensas sérias ou reincidência, expulsão da competição ou o rebaixamento serão aplicados. Além disso, todo jogador, árbitro ou qualquer pessoa (no estádio) que cometa uma ofensa racista será banido por pelo menos cinco jogo pela corte disciplinar da Fifa", encerrou. (O Globo)
