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Acidentes com produtos inflamáveis crescem no primeiro trimestre de 2013

Dados do Sistema Único de Saúde (Datasus) referentes ao primeiro trimestre do ano mostram que o número de acidentes no País causados pela combustão de produtos inflamáveis - como gasolina, querosene, solvente – foi de 687 casos, 40 a mais do que no mesmo período de 2012, quando a comercialização do álcool líquido 92 INPM era livre. O que mostra, mais uma vez, a decisão equivocada da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que proibiu a comercialização do produto sob alegação de acidentes. Além disso, o número de internações tem permanecido estável num período de dez anos. Os dados sempre conflitam com a decisão incompreensível da Anvisa. Além disso, no Estado do Paraná, em que a campanha de proibição do produto foi mais intensa, a pesquisa apresenta 26 mais casos do que em 2012, um aumento de 50%. “Causa-nos estranheza o fato de não haver dados fundamentados que comprovem a afirmação da Anvisa quanto aos altos índices de acidentes com álcool líquido. E mais: mesmo com a proibição as ocorrências continuaram a crescer, o que torna questionável e duvidosa a eficiência da proibição ao álcool líquido acima de 54º GL, uma vez que estão disponíveis no mercado substâncias tão ou mais comburentes", afirma o presidente da Associação Brasileira dos Produtores e Envasadores de Álcool (Abraspea), José Carlos de Rezende. José ainda ressalta, “não queremos diminuir a importância dos casos, mas é ingênuo acreditar que a simples substituição pela versão em gel evitaria os casos de queimaduras. É preciso reforçar a utilização de forma adequada e aperfeiçoar normas e procedimentos a fim de evitar o mau uso e prevenir os acidentes”.

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