Estima-se atualmente, segundo dados da OMS (Organização Mundial de Saúde), que 6% dos habitantes em países em desenvolvimento sejam portadores de algum grau de deficiência auditiva. Entretanto, tal limitação, que traz como consequências atrasos no desenvolvimento da linguagem, dificuldades de escolarização e profissionalização, além de problemas de inclusão social, já dispõe hoje de modernas técnicas de tratamento através do Sistema Único de Saúde (SUS). É o caso, por exemplo, do atendimento prestado pelas Obras Sociais Irmã Dulce (OSID), instituição que mantém em Salvador um dos mais completos centros destinados ao tratamento de pacientes nesse campo. Na lista dos serviços oferecidos pelo Núcleo de Reabilitação Auditiva da entidade, destaque para o programa de Implante Coclear e a adaptação precoce de aparelhos auditivos.
Conhecida como “ouvido biônico”, a cirurgia de Implante Coclear, realizada gratuitamente pela OSID, compreende um avançado tratamento para pessoas portadoras de deficiência auditiva sensorioneural bilateral de grau severo e profundo. Indicado para crianças a partir dos três meses de vida, adultos e idosos que não obtiveram benefícios com o uso de aparelhos auditivos convencionais, o procedimento configura-se em uma valiosa ferramenta na superação das limitações geradas com a perda da audição. “O programa vem garantindo a pacientes das mais variadas faixas etárias uma melhora significativa na qualidade de vida. A unidade já realizou com sucesso centenas de operações, sendo que todos os indivíduos submetidos ao implante encontram-se hoje em pleno processo de inserção social, com melhoras significativas de compreensão auditiva e produção vocal”, explica o otorrinolaringologista Eduardo Barbosa, coordenador do núcleo.
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