Procurar Notícia


TRABALHO ESCRAVO EM PLENO SÉCULO XXI

Na semana passada a empresa GEP Indústria e Comercio, proprietária das marcas de grife EMME, CORI e LUIGI BERTOLLI, foi acusada de contratar empresas terceirizadas que mantinham trabalhadores em regime de escravidão. Em São Paulo a empresa teve que pagar uma indenização no valor de R$: 1.100 milhão, e assinar a carteira de trabalho de 29 bolivianos que trabalhavam há 8 meses em péssimas condições de segurança. A GEP alega que empresa presa pelos direitos trabalhistas e que não tinha conhecimento do fato ocorrido. Mesmo após o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) surpreender trabalhadores em regime escravo.

O dado mais alarmante foi o fato de um boliviano que intermediava as contratações dos funcionários ser suspeito de trafico internacional de pessoas, pois segundo dados apurados na investigação, os bolivianos eram aliciados em seu país de origem através de anúncios em uma rádio local, com promessas de emprego no Brasil, com altos salários e todos os custeios pagos, porém ao chegarem a nosso país, os trabalhadores descobriam que tinham contraído uma divida exorbitante com o aliciador e ainda eram levados para trabalhar em péssimas condições, com carga horaria de 15 horas diárias e ganhavam por produção, sendo que o valor para cada peça confeccionada era de R$: 3,00, enquanto as mesmas eram vendidas nas lojas por até R$: 600,00. continuar lendo Por: Tatiana Pereira

A GEP divulgou nota, nesta sexta (22), informando que “repudia com veemência toda prática de trabalho irregular”, e que “faz parte de sua política corporativa o respeito intransigente à legislação trabalhista e o combate à utilização de mão de obra submetida a condições de trabalho inadequadas”.

Outros dois casos envolvendo trabalho escravo em nosso país foi revelado essa semana o primeiro em Feira de Santana na Bahia, por auditores fiscais do trabalho, vinculados a Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE).

Segundo o órgão, os trabalhadores viviam em péssimas condições e foram resgatados no canteiro de obras de um conjunto habitacional. A operação foi realizada nos dias 13 e 14, porém a divulgada só foi feita após a liberação dos trabalhadores para seus municípios de origem na terça-feira (19).

Segundo os auditores fiscais, os operários vivam em dois alojamentos a mais de um mês e não tinham acesso à água potável, banheiro, armário para depositar objetos pessoais ou alimentos, os alojamentos estavam infestados por escorpiões e carrapatos e dormiam em colchões estendidos no chão, e as instalações elétricas eram precárias, o que poderia provocar choque elétrico, incêndio e explosão. 

Já o segundo caso ocorreu em Doron um bairro de Salvador Bahia, onde dezessete trabalhadores foram retirados dos imóveis e dois suspeitos foram presos pela Polícia Federal. 

Segundo dados os trabalhadores não recebiam salários, viviam em condições precárias e devido a divida que tinham com os agenciadores não conseguiam voltar as suas cidades de origem.

Em todos os casos os operários conseguiram ser libertados devido a denuncias anônimas, que levaram as autoridades até os cativeiros. 

O trafico de pessoas é um crime praticamente invisível e até pouco tempo não era conhecido no Brasil, mas em 2013 algumas mudanças começaram a ocorrer quando o tema passou a ganhar força na mídia nacional devido ao grande destaque que vem tendo na novela Salve Jorge, da rede Globo escrita por Gloria Perez, na qual os seus principais personagens estão envolvidos numa rede de trafico humano, essa repercussão na mídia, despertou o governo federal, que anunciou recentemente 115 medidas para combater o trafico de pessoas em qualquer esfera, medidas mais rígidas serão tomadas para combater esse tipo de crime segundo o Governo.

A vida imita a arte, mas no caso em questão a arte imita a vida, e foi graças à ficção, que a realidade ganhou um disque denuncia exclusivo para denuncias relacionadas a trafico de pessoas, denominado disque Salve (21) 2555-3777 serviço que vem contribuindo bastante com as autoridades, e já ajudou a desbaratar uma quadrilha de trafico internacional que atuava no eixo Brasil x Espanha. Por: Tatiana Pereira

©Site fundado: 09/10/2008 - Por: *Valter Egí - Todos direitos reservados à Jacobina News*