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Não há sobreviventes de acidente em mina no Tibete

Primeiro corpo dos mais de 80 mineradores soterrados foi encontrado apenas 36 horas após o incidente 

As autoridades chinesas informaram que não há sobreviventes entre os 83 mineiros que ficaram presos após um deslizamento de terra ocorrido no sábado, na região de Maizhokunggar, perto de Lhasa, capital do Tibete. O primeiro corpo foi encontrado apenas 36 horas depois do incidente, que soterrou um acampamento de trabalhadores da empresa de mineração Tibet Huatailong Mining Development.

Mais de mil homens das equipes de resgate ainda continuam trabalhando, com a ajuda de mais de 200 veículos e cães. Os mineiros estavam trabalhando em uma mina de ouro de propriedade da China National Gold, localizada a uma altitude de 4,6 mil metros, quando mais de dois milhões de metros cúbicos de detritos, pedras e lama cobriram três quilômetros da área.

Após o acidente, ocorreram outros deslizamentos menores e as condições atmosféricas pioraram sensivelmente, chegando a temperaturas de três graus negativos, o que dificultou o trabalho das equipes de resgate. Segundo a agência Xinhua, a grande maioria dos mineiros era chineses de etnia Han.

Outro acidente em uma mina chinesa aconteceu em Baishan Babao, na região norte-oriental de Jilin, perto da fronteira com a Coréia do Norte. O desabamento de uma parede em uma mina de carvão de propriedade da empresa estatal Tonghua Mining Group provocou a morte de 28 mineiros. O acidente ocorreu às 22h40 locais de ontem (11h40 no horário de Brasilia).

As equipes de resgate conseguiram salvar 13 pessoas, e as autoridades locais abriram uma investigação sobre o acidente. Os mineradores ficaram presos após um deslizamento de terra atingir a localidade de Maizhokunggar, a 70 quilômetros da capital Lhasa. Cerca de 2.000 policiais, bombeiros e médicos foram enviados ao local do desastre e 200 tratores foram mobilizados para deslocamento de rocha. As equipes de resgate foram prejudicadas pelo clima frio, altitude e riscos de deslizamentos posteriores.

A agência afirmou que rachaduras nas montanhas próximas ao local sugerem que podem haver novos deslizamentos. Mais de 300 mil detritos foram removidos neste sábado.












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