Os professores do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado da Bahia (APLB)paralisaram as atividades por 48h desde a quarta-feira (20), em Salvador. Entre as reivindicações estão questões como estrutura precária de diversas escolas, falta de professor e as críticas com relação ao programa educacional Alfa e Beto. O sindicato diz que a secretaria adquiriu material didático do Instituto Alfa e Beto que contém possíveis conteúdos racistas. A secretaria nega e diz que os textos precisam ser contextualizados e que o debate crítico deve ser estimulado em sala de aula. O G1 solicitou o trecho polêmico e ainda não recebeu. O sindicato cita exemplos de um texto sobre o Saci-Pererê e um texto que propõe a discutir a beleza. A professora questiona ainda que os textos religiosos inseridos no material sempre fazem referência à Bíblia cristã. “A Constituição diz que a escola tem que ser laica, mas o projeto só apresenta texto bíblico. Além do mais, tem um texto intitulado ‘As bonecas de Fernanda’, que é extremamente preconceituoso. O texto mostra duas bonecas e diz que a mais bonita tem olhos azuis, pele branca e cabelos loiros. O texto sobre o saci diz que ele é o diabo de uma perna só”, afirma Jacilene. O secretário de Educação do município, João Carlos Bacelar, disse que a paralisação é precipitada.
Procurar Notícia
