Mesmo antes do início do Carnaval, o empurra-empurra no bloco Largadinho, comandando pela cantora Claudia Leitte, já começou. O motivo da confusão é o lugar na fila de trios no circuito Dodô (Barra-Ondina) que seria ocupado pelo novo bloco da Loira e que pertence ao bloco Broder. Os sócios da ED Dez Produções e Promoções, responsaveis pelo Broder, Ivana Maturino Solon e o ex-jogador Edilson Ferreira, o Capetinha, que ainda são casados, juntaram ao processo de divórcio uma outra briga. Ivana acusa Capetinha de estelionato por ter comercializado o espaço com Claudia Leitte, mesmo já havendo um acordo firmado, até 2014, com a produtora da Timbalada, sem o consentimento dela. Uma decisão do Plantão Judiciário acatou o pedido de liminar solicitado por Ivana para o cancelamento do contrato com a produtora de Cláudia Leitte. Mas ontem o desembargador da Quarta Câmara Cível do Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA), José Olegário Monção Caldas, derrubou a liminar, considerando que “haveriam de ser contabilizados apenas prejuízos in casu, porque o bloco ‘Broder-Largadinho’ além de frustrar milhares de foliões (adquirentes do ‘abadá’), repercutirá no povo carnavalesco (‘pipoca’) e retirará de centenas de trabalhadores envolvidos, desde o cordeiro ao músico, o tão esperado ganho da época da considerada maior folia de rua do mundo”, diz a sentença. Mas antes da decisão, o Diário Oficial do Município de Salvador trouxe, na edição de ontem, uma resolução do Conselho do Carnaval (Concar) que determina a inclusão do Largadinho na fila com saída logo após ao espaço reservado à produtora ED Dez.
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